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Gauff discursa em protesto contra o racismo
04/06/2020 às 14h22

Delray Beach (EUA) - Depois de divulgar aos fãs alguns meios de combater o racismo fora das redes sociais, Coco Gauff foi às ruas e discursou durante um protesto pacífico em sua cidade natal, Delray Beach, na Flórida.

A jovem tenista de 16 anos lamentou ter que protestar pela mesma causa que os avós já lutavam há 50 anos, relembrou casos recentes de violência contra os negros, incentivou o voto (que não é obrigatório nos Estados Unidos) e falou sobre como tem trazido cada vez mais pessoas para apoiar suas causas.

"Acho que é triste que eu esteja protestando pela mesma causa que a minha avó teve que protestar há 50 anos", disse Gauff, na última quarta-feira. "Em primeiro lugar, tenho que dizer que precisamos amar uns aos outros. Passei toda a semana conversando com amigos que não são negros, tentando educá-los sobre como eles poderiam ajudar o movimento".

"Segundo: Nós temos que agir, e é por isso que estamos aqui protestando. Eu ainda não tenho idade para votar, mas está nas mãos de vocês decidirem sobre o meu futuro, o do meu irmão e também o de vocês", acrescentou a atual 52ª colocada no ranking mundial e vencedora do WTA de Linz no ano passado.

"Em terceiro lugar, vocês precisam usar suas vozes. Não importa o tamanho e o alcance de suas plataformas. Como o Martin Luther King disse: 'O silêncio das pessoas boas é pior que a brutalidade das pessoas ruins'. Então, não devemos ficar em silêncio. Se você escolhe ficar em silêncio, você fica ao lado do opressor", complementou a tenista, que já chegou às oitavas de final em dois Grand Slam.

"Eu ouvi muitas coisas na última semana e uma das coisas que me disseram é que isso não era problema meu. Então, eu preciso dizer isso: Se você ouve música negra, se você consome cultura negra ou se você tem amigos negros, é problema seu, sim", argumentou a jovem jogadora.

"Eu exijo mudanças agora. É triste que outra vida negra tenha sido perdida para que tudo isso estivesse acontecendo. Não estamos aqui apenas por causa do George Floyd, mas também pelo Eric Garner, pelo Travyon Martin, pela Breonna Taylor e muitos outros".

"Eu tinha apenas oito anos quando o Travyon Martin foi morto. Por que estou aqui, aos 16 anos, protestando por isso? Eu estou lutando pelo futuro do meu irmão e dos meus futuros filhos. Então, precisamos mudar isso agora. E eu prometo usar a minha plataforma para divulgar informações vitais".

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Suzana Silva