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USTA cogita levar torneio de Cincinnati para NY
02/06/2020 às 14h35

Evento pode ser levado para Nova York para diminuir os deslocamentos dos jogadores

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Em meio às várias propostas para manter viável a realização do US Open deste ano, a Associação de Tênis dos Estados Unidos (USTA) apresentou uma nova proposta nesta terça-feira. Segundo o New York Times, a USTA estuda levar o torneio de Cincinnati, que reúne um Masters 1000 da ATP e um Premier 5 da WTA, para Nova York.

A ideia é diminuir o deslocamento dos tenistas, que ficariam mais tempo na sede do Grand Slam norte-americano. O evento de Cincinnati está marcado para acontecer entre os dias 17 e 23 de agosto. Já o US Open começa no dia 31 de agosto e vai até 13 de setembro.

Dirigentes dos circuitos da ATP e da WTA já receberam a proposta da USTA, mas ainda não estão autorizados a falar publicamente sobre a possível mudança. As entidades precisariam aprovar formalmente a mudança de sede. A USTA detém os direitos do torneio masculino, enquanto a promotora Octagon é dona do evento feminino.

Caso o plano tenha sucesso, é bem provável que os dois torneios não tenham público nos estádios, o que seria um grande baque para a organização do US Open, que movimentou mais de 850 mil pessoas em três semanas de evento (contando o qualificatório) no ano passado. Mesmo sem torcedores e operando com o mínimo da estrutura necessária, ainda seriam feitos testes rigorosos para monitorar e proteger jogadores, árbitros e equipe de apoio.

A diretora executiva da USTA, Stacey Allaster, explicou que os organizadores do torneio não consideram a ideia de reduzir o número de tenistas nas chaves principais, atualmente com 128 homens e 128 mulheres. Há chance de o qualificatório ser cancelado, mas nenhuma decisão foi tomada. A realização dos torneios de duplas também está sendo considerada.

Para a experiente jogadora Bethanie Mattek Sands, ex-número 1 de duplas e que já fez parte do Conselho de Atletas da WTA, a proposta é positiva. "Acho bom que todo mundo esteja pensando em soluções nessas circunstâncias. Realmente não temos nada nos livros de regras sobre essa situação. Mas colocar dois grandes torneios no mesmo lugar está definitivamente no caminho certo, porque fica um pouco mais fácil de controlar algumas coisas".

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Suzana Silva