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Pliskova 'Homens contra igualdade são super fracos'
30/05/2020 às 12h59

Praga (República Tcheca) - A ideia levantada pelo suíço Roger Federer de união da ATP com a WTA em uma entidade só tem movimentado o tênis em momento de paralisação por causa da pandemia do coronavírus. Em entrevista a PA Media, a tcheca Karolina Pliskova comentou o assunto, defendeu a fusão e ainda criticou os homens que se colocam contra a igualdade de premiação, mesmo ela própria não vendo problema em receber menos.

“A única vez que isso acontece é no Grand Slams. Entendo que eles jogam mais, mas são homens e são mais fortes que nós. Não vejo a razão pela qual devemos nos comparar, não preciso ter o mesmo prêmio em dinheiro que os homens, mas ter a mesma chance de jogar na quadra central ou ter a mesma chance de estar na TV, isso deve ser possível com essas mudanças”, comentou a atual número 3 do mundo.

“Eu acho que a fusão não trará essa igualdade de pagamento e tampouco sou quem vai defender isso. Mas não gosto dos homens que reclamam dela; acho que é uma atitude super fraca deles se incomodarem com o fato de eventualmente ganharmos o mesmo dinheiro que eles”, disparou Pliskova, que já foi líder do ranking, mas ainda busca seu primeiro título de Grand Slam

Para a tcheca de 28 anos, uma união entre os circuitos masculino e feminino será positiva para as tenistas. “Acredito que isso só vá ajudar. Não sei exatamente o que eles estão discutindo, mas se houver alguma chance de dizer sim, eu acho que deveria acontecer”, opinou Pliskova, que só aposta em uma fusão se foi boa para todos.

“Isso precisa ser positivo também para a ATP, portanto precisam encontrar um equilíbrio, para que seja um passo adiante para ambos. Pode levar alguns anos para acontecer e será algo diferente, mas não acredito que mudaria muito para os jogadores. Seria um bom passo”, finalizou a tcheca.

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