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Realização do US Open pode ser barrada por tenistas
27/05/2020 às 08h48

Nova York (EUA) - As dúvidas sobre o retorno do circuito continuam e ainda não se sabe quais torneios conseguirão ser disputados em 2020. Um dos afetados é o US Open, que já planeja várias alternativas, entre elas a disputa sem público, algo que já foi rechaçado pela organização, mas que agora, segundo o diretor de receita do USTA Lew Sherr, é uma opção real.

"Dois meses atrás, não trabalhávamos com a possibilidade de realizarmos o US Open sem a presença de fãs, mas tivemos que reconsiderar as condições para a disputa do torneio. À medida que avançamos, reconhecemos que seria uma conquista e o quanto nossos fãs estão sentindo falta do jogo e como ficariam empolgados em ver a competição", disse Sherr ao Sports Business Daily.

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“Temos que encarar isso de uma maneira diferente agora: seria um evento diferente,  transmitido de maneira diferente e consumido de maneira diferente. Não é apenas jogar o US Open como você o conhece com assentos vazios”, complementou o dirigente da USTA.

Entretanto, um dos maiores entraves para a eventual realização do Grand Slam norte-americano sem público pode vir justamente dos tenistas, com nomes de peso se colocando contra essa possibilidade. O mais recente foi o da tcheca Petra Kvitova, que prefere não disputar um dos quatro principais torneios do circuito a jogar sem público.

Também já questionaram a possibilidade de jogar sem público o suíço Roger Federer, que diz não imaginar um Slam com as arquibancadas vazias, e Marin Cilic. “Sinto que vai ser mais ou menos como partidas nos treinos. Vão falar nos próximos anos, 'oh, você sabe que esse cara venceu um US Open em 2020 sem fãs'. Acho que o título não vai ter o mesmo peso”, argumentou o croata.

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Suzana Silva