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Roland Garros abriria sua 119ª edição neste domingo
24/05/2020 às 08h33

O complexo de Roland Garros foi construído em 1925 para a disputa da Copa Davis

Foto: Arquivo

Paris (França) - Primeiro Grand Slam disputado na Era Profissional, Roland Garros estaria abrindo neste domingo a 53ª edição de sua fase aberta e a 119ª desde que se tornou internacional, em 1925. Durante 86 dessas últimas edições, o complexo erguido no Bois de Boulogne tem sido a sede.

No entanto, o saibro de Paris está vazio. A pandemia que assolou a Europa e provocou até este sábado 182 mil casos de infecção pelo novo coronavírus com trágicas 28.218 mortes na França, impediu que a bola voltasse a rolar. Este 23 de maio de 2020 marcaria a inauguração da tão aguardada cobertura do estádio Philippe Chatrier, totalmente reformado.

Mas a Federação Francesa ainda não desistiu de realizar Roland Garros nesta temporada. Em anúncio polêmico feito há dois meses, determinou uma nova data para realizar o Slam do saibro, entre a última semana de setembro e a primeira de outubro, e assim permanece até agora.

O diretor do torneio, o ex-profissional Guy Forget, declarou à emissora Europe 1 neste sábado que ainda não é possível confirmar a disputa do evento, muito menos a data, e que a FFT continua a avaliar diariamente a situação da pandemia por todo o mundo. "É ainda prematuro para assegurar o que vai acontecer, mas trabalhamos no momento com a ideia de realizar o qualificatório a partir do dia 20 de setembro", afirmou.

Forget espera que Roland Garros possa receber um grande número de espectadores, mas considera a hipótese de realizar o Slam do saibro sem público. "A intenção é que o torneio seja amplo e aberto a todos os amantes do tênis, porém diante da pandemia temos de considerar a ideia de não termos gente nas arquibancadas".

Com quatro meses pela frente, Forget se mostra otimista. "Neste momento, acho que estamos caminhando na direção certa. O comércio lentamente está reabrindo suas portas pelo país e é um processo que ainda pode levar um ou dois meses. Iremos nos adaptar ao que o governo decidir, mas isso não impede que sejamos otimistas e ambiciosos".

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Suzana Silva