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Federer temeu aposentadoria após a cirurgia de 2016
23/05/2020 às 11h05

Federer e Guga recordaram seus duelos no bate papo especial que irá ao ar neste sábado

Foto: Arquivo

Basileia (Suíça) - A cirurgia no joelho feita em fevereiro de 2016, que acabaria por tirá-lo da quadra em todo o segundo semestre daquela temporada, colocou Roger Federer em dúvida se conseguiria retomar a carreira. O suíço revelou seus temores durante papo com Gustavo Kuerten que vai ao ar nesta sábado no Sportv, como parte da campanha "Vencendo Juntos", que visa ajudar 35 mil famílias em situação vulnerável devido ao coronavírus.

"Foi um ano muito difícil. Tive pensamentos, claro. 'Será que esse vai ser o fim ou não?'. Mas acreditava que teria uma segunda chance. E eu tive", contou o recordista de Grand Slam, segundo antecipa neste sábado o site Globo Esporte. "Foi uma grande surpresa para mim. Pude voltar em 2017 muito forte, não só no Australian Open, mas em todo o ano. Foi minha primeira cirurgia, eu não sabia bem como lidar com isso".

O programa especial do 'Vencendo Juntos' será mostrado pelo SporTV às 20h30 deste sábado e reunirá vários astros do esporte e estrelas da música brasileira. Doações podem ser feitas através do endereço vencendojuntos.com.br.

"Muita gente pensa que eu sou abençoado", diz Federer em outro trecho do bate papo com Guga. "Acho que na realidade foi trabalho duro, especialmente quando era novo, e tive que aprender do jeito mais difícil. Meu problema era que eu ganhava e as pessoas falavam 'você faz parecer tão fácil'. Mas, quando perdia, elas diziam 'você precisa jogar melhor, aquele game era tão fácil...'. E isso era difícil balancear".

O suíço ainda disse que o responsável por sua melhora de desempenho físico ao longo da carreira e o gosto pelo trabalho duro e fortes treinamentos foi Tony Roche, ex-jogador australiano e que acompanhou Federer como treinador entre 2005 e 2007.

Os dois também recordaram os três duelos que fizeram. "Há uns 20 anos, quando a gente se encontrou pela primeira vez, nas quartas de final em Hamburgo, não foi tão gentil. Fez 6/0 em mim em 20 minutos", brincou Guga, que daria o troco no ano seguinte em Indian Wells. "Peter Carter, meu treinador, falou: 'O Guga vai sacar firme no seu backhand. Ele saca forte, ele vai sempre no seu backhand'. E você sacou os primeiros 15 saques todos no meu forehand", recorda o suíço.

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