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Para Cilic, US Open sem público perderia o valor
20/05/2020 às 19h07

Cilic foi o campeão do Grand Slam nova-iorquino em 2014

Foto: Arquivo

Zagreb (Croácia) - Campeão do US Open em 2014, Marin Cilic comentou sobre a possibilidade de o Grand Slam norte-americano não ter público nas arquibancadas este ano. Para o croata, a competição perderia o valor e sua excepcionalidade ficaria marcada na história do esporte.

"Eu sinto que seria mais ou menos como se fossem partidas de treino", disse Cilic, em entrevista à Reuters. "No futuro diriam: 'Você se lembra daquele cara que venceu um US Open com o estádio vazio?'. Acho que não teria o mesmo peso e não seria o melhor cenário".

Ex-número 3 do mundo, Cilic está com 31 anos e aparece atualmente no 37º lugar do ranking mundial. Perguntado sobre o que acha de uma eventual retomada do circuito, o croata destaca que a temporada do tênis é diferente das adotadas em outros esportes e que isso contribui para que a volta do circuito aconteça um pouco mais tarde que as das demais modalidades.

"A temporada de tênis é um pouco diferente do futebol ou do basquete", explicou o experiente jogador. "Eles têm temporadas para terminar, e a próxima também depende dos resultados deste ano. Já no tênis, se começarmos em dezembro ou janeiro, não vai mudar muito", acrescentou o croata. Lembrando que os rankings da ATP e da WTA encontram-se congelados desde a suspensão do circuito.

 
 
 
 
 
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"Acredito que não acontecerão torneios com portões fechados", afirmou o vencedor de 18 títulos de ATP. "Basicamente, toda o circuito gira em torneio dos patrocinadores e da venda de ingressos para os torneios. Os patrocinadores investem dinheiro porque as pessoas vão aos eventos para ver os jogadores".

O lado da paralisação do circuito é que Cilic pode passar mais tempo ao lado da esposa, Kristina, e do filho recém-nascido, Baldo. "É uma bênção muito, muito grande para mim. É uma situação privilegiada", disse o croata. "Desde o nascimento dele, fiquei longe por apenas duas semanas. É maravilhoso passar mais tempo com a minha família e ver como o meu filho está crescendo".

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