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'Djokovic ficou aposentado por 10 dias', revela esposa
16/05/2020 às 13h46

Nova York (EUA) - A vitoriosa carreira de Novak Djokovic poderia ter sido abreviada há pelo menos dois anos. É o que diz sua esposa, Jelena, durante a longa entrevista que o sérvio e sua família deram ao In Depth with Graham Besinger. Segundo Jelena, o atual número 1 do mundo chegou a comunicar à família que estava parando de jogar tênis em 2018, mas acabou mudando de ideia dez dias depois.

O que teria motivado a breve aposentadoria de Djokovic era sua luta conta uma lesão no cotovelo direito, que já o incomodava por dois anos e o fez encerrar precocemente a temporada de 2017. O sérvio chegou a fazer uma cirurgia em fevereiro de 2018, mas sofreu duas duras derrotas nas estreias de Indian Wells e Miami quando voltou a jogar e, por isso, falou que iria pendurar as raquetes.

"Ele nos reuniu e falou: 'Eu parei' e eu respondi: 'O quê?'. Então, ele confirmou: 'Vou falar com o Edoardo [Artaldi, seu empresário] e você fala com os meus patrocinadores. Quero deixar bem claro para eles que eu não sei se vou parar por seis meses, por um ano ou para sempre'", revelou Jelena. "Nós estávamos chorando e eu disse a ele que não era a hora de parar e que aquilo era uma loucura".

"Então nós saímos de férias, porque ele não queria jogar, não queria assistir tênis e não queria mais saber de tênis. Mas como eu também amo o esporte, continuava levando as crianças para jogar comigo", explica a esposa do tenista, que tem dois filhos. "Ele apareceu no terceiro ou quarto dia, descalço e só usando um par de shorts, viu que a gente estava se divertindo, e perguntou: 'Posso pegar uma raquete?'".

"Eu disse a ele: 'Não, você não vai mais jogar. Você parou de jogar tênis. Agora é a nossa vez'. Mas então o Stefan [filho mais velho de Djokovic, nascido em 2014] gritou: 'Ok, papai. Agora é a sua vez!' E então ele entrou na quadra, pegou algumas bolas e jogou um pouquinho. Começamos a jogar todos os dias. No último dia da viagem, ele se vestiu adequadamente para um treino e disse: 'Vou ligar para Marian [Vajda] e pedir que ele seja meu treinador novamente'".

Naquele mesmo ano de 2018, Djokovic foi campeão de Wimbledon e do US Open. O sérvio ainda conquistaria mais dois Grand Slam na temporada seguinte, além de iniciar 2020 com o título do Australian Open. Se tivesse encerrado a carreira quando pretendia, o atual número 1 do mundo e hoje dono de 17 títulos de Grand Slam teria ficado com 12 troféus em competições desse porte.

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Suzana Silva