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Barty diz que adoraria voltar, mas não é o momento
14/05/2020 às 14h47

Australiana diz que gostaria de defender o título de Roland Garros, mas que a saúde é prioridade

Foto: Arquivo

Ipswich (Austrália) - Embora já tenha retomado a rotina de treinamentos em quadra, Ashleigh Barty entende que ainda não é o momento de pensar em uma volta do circuito mundial. Em entrevista ao jornal australiano The Age, a número 1 do mundo manteve o tom de outras declarações recentes, de que é preciso ouvir a opinião de especialistas em saúde pública antes de decidir retomar a rotina de competições e viagens internacionais que a elite do tênis exige.

"Obviamente, eu adoraria defender meu título de Roland Garros em Paris. Nós queremos jogar, é o que gostamos de fazer, mas há coisas maiores na vida", disse Barty. "Acho que o mais importante é ouvir a WTA e o que todos os especialistas em saúde dizem no mundo todo antes de tomar decisões precipitadas", acrescentou a atual campeã de Roland Garros. O Grand Slam francês já foi adiado de maio para setembro.

Em recente entrevista para o site da WTA, Barty havia dito que uma eventual retomada do circuito precisaria ser justa para todas as jogadoras, já que muitos países enfrentariam medidas de restrições a viagens. Na época, ela também havia comentado que estava em contato com outras tenistas para saber como cada país estava tratando da pandemia da Covid-19. Todo o circuito profissional está suspenso até 13 de julho, mas esse prazo pode ser prorrogado.

"Conversei com algumas jogadoras de quem sou mais próxima, apenas para verificar como elas estão e como está a saúde das famílias delas, para me certificar de que elas estão bem", explicou a australiana, que tem como melhores amigas no circuito a holandesa Kiki Bertens, a tcheca Petra Kvitova e a alemã Julia Goerges.

Com o relaxamento das medidas de isolamento em alguns países, começam a surgir alguns eventos de exibição, mesmo com algumas restrições de segurança. Torneios amistosos já estão em andamento na Alemanha e Estados Unidos, enquanto Espanha e República Tcheca já definiram as datas para realizar torneios nesses moldes.

A Tennis Australia anunciará em breve detalhes de um evento nacional de tênis para garantir que os principais jogadores do país tenham alguma competição durante a temporada. "Não ficaria surpresa se houvesse mais alguns eventos assim que as restrições forem atenuadas", avaliou Barty. "Mas acho que todos os participantes, e todos os países, levarão em consideração o que as autoridades de saúde de seus governos estão dizendo".

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