Notícias | Dia a dia
Circuito profissional tem 12 jogadoras que já são mães
10/05/2020 às 08h30

Serena comemorou em janeiro seu primeiro título depois de se tornar mãe

Foto: Arquivo
por Mário Sérgio Cruz

Apesar de a rotina de treinos, viagens e competições do circuito profissional ser bastante restritiva, cada vez mais jogadoras estão conseguindo conciliar a vida de tenista com o papel de mãe. Impulsionado pelas ex-líderes do ranking Serena Williams e Victoria Azarenka, além de contar com a recente volta de Kim Clijsters às quadras, o número de mães que disputam regularmente do circuito da WTA chega a 12 no total.

Serena lidera o grupo das mães do circuito e segue jogando em alto nível mesmo aos 38 anos. A vencedora de 23 títulos de Grand Slam disputou quatro finais desse porte nas últimas duas temporadas e ocupa o nono lugar do ranking mundial. Em janeiro deste ano, conquistou em Auckland seu primeiro troféu desde o nascimento da filha Alexis Olympia, que veio ao mundo em setembro de 2017.

Victoria Azarenka, de 30 anos, ainda não conseguiu títulos de simples desde o nascimento do filho Leo no fim de 2016. Mesmo com o calendário bastante reduzido, sofrendo também com lesões e problemas extra-quadra, ela está no 58º lugar do ranking e teve bons resultados na temporada passada. Em 2019, a bielorrussa venceu três top 10, disputou uma final em Monterrey e fez quartas em Roma, além de ser finalista de duplas no US Open. Na atual temporada, entretanto, jogou apenas um torneio. 

 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Victoria Azarenka (@vichka35) em

Também ex-número 1 do mundo, Kim Clijsters surpreendeu a todos no fim do ano passado quando anunciou que voltaria a jogar. A belga de 36 anos tem quatro títulos de Grand Slam e é mãe de três filhos. Esta será a terceira fase de sua já vitoriosa carreira.

Cljsters teve a primeira filha Jada em fevereiro de 2008. Convidada para o US Open do ano seguinte, ela conquistou o título logo em seu terceiro torneio desde o retorno às quadras. A belga voltaria a ser campeã em Nova York na temporada 2010 e também venceu o Australian Open de 2011, chegando até a liderar o ranking por uma semana. Sua segunda aposentadoria se deu em 2012. Após um hiato de sete temporadas, atuou em Dubai e Monterrey em fevereiro deste ano, mas teve estreias duras e perdeu para Garbiñe Muguruza e Johanna Konta.

Top 100 tem mais duas mães
Além de Serena e Azarenka, outra mãe que esteve muito perto de vencer um WTA no ano passado foi a romena Patricia Maria Tig, finalista do WTA de Bucareste, no saibro. A jogadora de 25 anos teve a filha Sofia em novembro de 2018. Ela voltou às quadras jogando torneios da ITF de US$ 15 mil e recebeu convite para um torneio de primeira linha em casa. Mesmo sem ranking, venceu a então número 11 do mundo Anastasija Sevastova no caminho até a final. Tig, que tinha como melhor ranking a 83ª posição antes da gravidez, é agora a 85ª colocada.

Ainda no top 100 do ranking mundial, a alemã Tatjana Maria ocupa a 93ª colocação. A jogadora de 32 anos anunciou recentemente que será mãe pela segunda vez. Sua filha mais velha, Charlotte, nasceu em dezembro de 2013 e já está com seis anos. Antes da primeira gravidez, Maria tinha como melhor ranking da carreira o 64º lugar obtido ainda em 2009. Depois disso, ela conseguiu marcas mais expressivas, como a 46ª posição, alcançada em 2017, e seu primeiro título de WTA, na grama de Mallorca em 2018.

No início deste ano, a lista de mães do circuito ganhou o importante reforço de Sania Mirza. A indiana, ex-número 1 de duplas, voltou ao circuito em grande estilo e já foi campeã no WTA de Hobart ao lado da ucraniana Nadiia Kichenok.

O circuito ainda conta com outras cinco jogadoras que já são mães, as russas Vera Zvonareva e Evgeniya Rodina, a ucraniana Kateryna Bondarenko, a bielorrussa Olga Govortsova, luxemburguesa Mandy Minella e a romena Andreea Mitu. Este grupo deverá ganhar em breve o apoio da búlgara Tsvetana Pironkova, que está planejando sua volta às quadras depois de ser mãe em 2018.

Apenas três campeãs de Slam na Era Aberta
Embora Serena tenha batido na trave quatro vezes nos últimos anos, o número de mães que foram campeãs de Grand Slam na Era Aberta permanece inalterado. Apenas três mulheres conseguiram tal feito, sendo Clijsters a responsável pelos casos mais recentes.

A primeira a conseguir essa façanha foi Margaret Court, recordista de títulos de Slam em todos os tempos com 24 no total, sendo onze na Era Aberta. A australiana teve o primeiro de seus quatro filhos em fevereiro de 1972 e voltou às quadras no ano seguinte para conquistar o Australian Open, Roland Garros e o US Open. Depois de uma nova pausa na carreira para o nascimento do segundo filho em 1974, Court ainda venceu mais dois torneios da WTA. Sua trajetória no circuito profissional chegou ao fim em 1977.

A também australiana Evonne Goolagong foi a segunda mãe a vencer um Grand Slam como tenista profissional. Dona de sete títulos de Slam, Goolagong já tinha cinco troféus quando sua filha Kelly nasceu em maio de 1977. No mesmo ano, ela voltou às quadras e venceu o Australian Open (então disputado em dezembro). Já em 1980, a australiana foi campeã de Wimbledon, tornando-se a única mãe a vencer o Slam britânico na Era Aberta e também a primeira desde Dorothea Chambers em 1914.

Comentários
Loja - livros
Suzana Silva