Notícias | Dia a dia
Becker: 'Não acho sensato que se dispute o US Open'
01/05/2020 às 11h50

Londres (Inglaterra) - Apesar de o retorno do circuito estar marcado para 13 de julho, podendo ser paralisado até o começo de agosto, o alemão Boris Becker não vê como o US Open, que está marcado para acontecer entre 31 de agosto e 13 de setembro, possa acontecer em Nova York, uma das cidades mais atingidas pela pandemia causada pelo novo coronavírus.

“É o único Grand Slam que ainda está de pé, mas Nova York era a cidade mais afetada pelo vírus há algumas semanas. Não acho sensato ter um torneio por lá”, afirmou o ex-número 1 do mundo em entrevista ao site do Laureus.

Por enquanto o US Open segue mantido no complexo de Flushing Meadows, mas já se trabalha com outras possibilidades. Uma delas é a transferência de lugar, levando a competição para Indian Wells. A outra opção é mais dura e acarretaria no cancelamento da competição, com o circuito mudando a programação e voltando em uma temporada de saibro pré-Roland Garros.

O alemão comentou a ideia lançada nas redes sociais pelo suíço Roger Federer, que falou em união da ATP com a WTA. “Desde março, não há tênis oficial, então chamo isso de oportunidade, uma situação única, para todas as entidades trabalharem juntas”, comentou Becker, que também falou sobre a desigualdade no tênis.

“Acho que estamos em um momento de crise. Tirando os 10 melhores, os 50 melhores, ou talvez até os 75 melhores jogadores do mundo no masculino e no feminino, o restante dos profissionais precisa de seu salário semanal, do prêmio em dinheiro que fatura nos torneios. Agora eles não podem jogar e nem sequer podem dar aulas em um clube local”, comentou o germânico.

“Temos que nos perguntar se o tênis é bom o suficiente para dar um emprego a mil pessoas. Até a crise começar, a resposta rápida era sim”, complementou Becker, que colocou na conta não apenas os jogadores, mas também tudo que gira em torno do circuito, entre eles os promotores dos torneios.

Comentários
Raquete novo
Suzana Silva