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'Apressar a volta ao circuito seria injusto', diz López
30/04/2020 às 16h49

López lembra que muitos jogadores que poderiam enfrentar restrições para viajar

Foto: Arquivo

Madri (Espanha) - Com vasta experiência no tênis profissional, Feliciano López é mais um nome do esporte a acreditar que o circuito vai demorar para ser retomado. O espanhol de 38 anos destacou que um retorno precoce às competições seria injusto com muitos jogadores que poderiam enfrentar restrições para viajar entre um país e outro. Todo o circuito está suspenso até 13 de julho por conta da pandemia da covid-19, mas a paralisação pode ser ainda mais longa dependendo do avanço na transmissão do novo coronavírus.

"No momento, é preciso esperar o US Open anunciar se, eventualmente, podemos jogar lá, para que talvez o circuito possa retomar. Mas não sou muito positivo para ser honesto", disse López, ao podcast do Eurosport. "Acho que o tênis é um esporte muito global, com jogadores vindos de todo o mundo. Também existem torneios em todo o mundo e acho que o fato de alguns países terem restrições diferentes das de outros tornará as coisas muito mais difíceis".

"Para retomar o circuito, tem que ser quando o mundo estiver completamente aberto, e todos possam viajar livremente. Vamos supor que, eu não possa ir para os Estados Unidos em setembro ou digamos que eu precise ficar em quarentena assim que chegar lá. Não é justo que alguns jogadores tenham a chance de competir, outros não", acrescenta o atual 56º colocado do ranking mundial e vencedor de sete títulos de ATP.

Como também é diretor de torneio no Masters 1000 e do WTA Premier de Madri, López também falou na condição de dirigente. O espanhol diz que os vários cancelamentos desta temporada terão grande impacto financeiro para os torneios e que será mais difícil atrair patrocinadores num futuro próximo.

"A situação é muito ruim. Em todo o mundo, veremos muitos torneios lutando para sobreviver, porque a crise será enorme", avaliou. "Talvez os Grand Slam e os torneios maiores tenham que contribuir de alguma forma. Acho que, em vez de pensar em jogar quatro, cinco ou seis torneios no final deste ano, temos que começar a pensar em 2021".

"A primeira que uma empresa nesses casos são os patrocínios, porque eles precisam demitir milhares de funcionários em muitas empresas ao redor do mundo. Se não tivemos patrocinadores, como podemos sobreviver?", indagou o veterano jogador espanhol.

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