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Djokovic diz que cogitou parar de jogar em 2010
29/04/2020 às 18h34

Djokovic tinha apenas 23 anos e um título de Slam quando pensou em parar de jogar

Foto: Arquivo

Marbella (Espanha) - Aclamado como um dos grandes nomes da história do tênis, Novak Djokovic poderia ter encerrado precocemente sua trajetória no circuito profissional. O atual líder do ranking afirmou que já poderia ter parado de jogar há uma década, quando tinha apenas 23 anos e um título de Grand Slam no currículo.

"Em 2010, perdi para o [Jurgen] Melzer nas quartas de final de Roland Garros e chorei depois daquela partida. Foi um momento muito ruim, eu queria abandonar o tênis. Foi uma transformação, porque depois dessa derrota eu me libertei", disse Djokovic para a sucursal italiana da Sky Sports.

"Eu tinha sido campeão na Austrália em 2008, era o número 3 no mundo, mas não estava feliz. Sabia que eu poderia fazer mais, mas perdia os jogos mais importantes contra Federer e Nadal. A partir desse momento, tirei a pressão, comecei a jogar de forma mais agressiva. Aquele foi o momento decisivo", acrescentou o sérvio, que venceu 16 de seus 17 títulos de Grand Slam a partir de 2011.

Perguntado sobre quais foram os jogos mais marcantes de sua carreira, o número 1 do mundo deu o mesmo peso para os triunfos em cinco sets contra os rivais Roger Federer e Rafael Nadal em finais de Grand Slam. "A final de Wimbledon do ano passado contra o Federer está junto ao final contra o Nadal na Austrália em 2012 como as melhores partidas que eu já joguei. São partidas únicas, em que aconteceu de tudo. Do ponto de vista técnico, a qualidade do jogo de Roger foi excelente do primeiro ao último ponto. Eu joguei bem nos pontos decisivos, e não errei uma bola nos três tiebreaks. Talvez tenha sido a primeira vez que fiz isso na carreira".

Fluente em italiano, o sérvio mandou uma mensagem de apoio ao país que foi bastante afetado pelo coronavírus. A Itália tem mais de 204 mil casos confirmados e o número de mortos passa de 27 mil. "Morei por muito tempo na Itália, em Perúgia e em Florença, e me sinto um pouco italiano. O que aconteceu em Bérgamo, Milão e Lombardia tocou meu coração. Temos amigos de Bérgamo que me contaram sobre a situação dramática. Não queria que minha doação fosse divulgada, mas fiz com meu coração".

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