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Mesmo em 2021, Olimpíadas ainda correm risco
28/04/2020 às 14h26

Tóquio (Japão) - Apesar de os Jogos Olímpicos de Tóquio já terem sido adiados para 2021 por conta da pandemia da Covid-19, ainda existe o risco de o evento não acontecer. O chefe da Associação Médica do Japão (JMA) disse que é improvável que o país receba os Jogos antes que uma vacina para a doença seja desenvolvida. A Cerimônia de Abertura está marcada para 23 de julho de 2021 na capital japonesa.

"A menos que uma vacina eficaz seja desenvolvida, acho que será difícil realizar as Olimpíadas no próximo ano", disse o presidente da JMA, Yoshitake Yokokura, em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira. "Não estou dizendo que já deveriam cancelar os jogos neste momento. Mas o surto não se limita apenas ao Japão. É uma questão mundial".

"Vimos de fato uma diminuição em novos casos, inclusive aqui em Tóquio", acrescentou Yokokura. "Gostaria de pensar que essa é uma redução genuína, mas ainda estamos enfrentando uma situação no Japão em que o número de testes é insuficiente. Então, precisamos esperar uma semana ou mais para ver como as coisas se desenvolvem".

Para Yoshiro Mori, presidente do comitê organizador das Olimpíadas de Tóquio, os Jogos teriam que ser "descartados" se não puderem ser realizados no próximo ano. Em entrevista ao jornal Nikkan Sports, Mori foi questionado se o evento poderia ser adiado novamente para 2022. "Não. Nesse caso, as Olimpíadas serão descartadas. No passado, quando havia tais problemas, como as guerras, eles foram cancelados. Desta vez, estamos lutando contra um inimigo invisível".

"Se o mundo triunfar sobre o vírus e pudermos realizar as Olimpíadas, nossos Jogos terão muitas vezes mais valor do que qualquer Olimpíada passada. Temos que acreditar nisso, caso contrário, nosso trabalho e esforços não serão recompensados", acrescentou Mori, que já foi Primeiro Ministro do Japão entre 2000 e 2011.

Números desta terça-feira mostram que o Japão registrou cerca de 13 mil casos confirmados de Covid-19 e 413 mortes. O atual primeiro ministro, Shinzo Abe, declarou estado de emergência em Tóquio e em outras seis áreas no início de abril. Posteriormente, essas foram ampliadas para todo o país.

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