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Murray propõe reduzir prêmios dos campeões
23/04/2020 às 14h20

Britânico acredita que o dinheiro precisa ser melhor distribuído para os jogadores de ranking mais baixo

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Com o circuito profissional paralisado por conta da pandemia da Covid-19, vários jogadores de ranking mais baixo estão com dificuldades para se manter financeiramente. Nesse cenário, Andy Murray propõe uma mudança no modelo de distribuição do dinheiro no tênis. Para o ex-número 1 do mundo e dono de três títulos de Grand Slam, é o momento de reduzir as premiações dos campeões para ajudar aqueles jogadores que caem nas rodadas iniciais ou atuam nos torneios menores.

"Às vezes você olha para o prêmio em dinheiro dos vencedores dos Grand Slams. Eu não sei exatamente quanto é, mas algo em torno de US$ 4 milhões. E esse dinheiro poderia ser melhor usado? Poderia ajudar os jogadores que caíram nas primeiras rodadas, no qualificatório, ou talvez pudesse fazer crescer alguns dos torneios menores", disse Murray, em entrevista à CNN.

Este ano, a conquista do Australian Open rendeu AUD 4,12 milhões, o equivalente a US$ 2,78 milhões, a Novak Djokovic e Sofia Kenin. No US Open do ano passado, Rafael Nadal e Bianca Andreescu embolsaram US$ 3,85 milhões. Quem perdeu na primeira rodada em Nova York na última temporada recebeu US$ 58 mil, enquanto os prêmios do quali foram  entre US$ 11 mil e US$ 32 mil.

"Os 60 ou 70 melhores do mundo ficarão bem", analisou o britânico, que destacou qual é a faixa de ranking que considera mais crítica. "Para os jogadores que estão entre 250 e 300 no mundo será realmente muito difícil. Acho que nos últimos anos houve algumas mudanças e melhorias, mas provavelmente não é o suficiente", acrescentou o ex-número 1 do mundo, que aparece atualmente na 129ª posição do ranking, depois de ter sofrido com muitas lesões no quadril nos últimos anos.

Assim como muitos outros profissionais do tênis, Murray acredita que o esporte será um dos últimos a ter sua rotina normal restabelecida. "Usando Roland Garros, por exemplo. Digamos que as coisas melhorem na Europa, mas em alguns países ainda tenham problemas", avaliou "Vamos dizer que ainda seja um problema na América do Sul, por exemplo, e a França não permitir voos vindos da América do Sul ou de alguns países. E então você tem um torneio onde as pessoas ou jogadores de um determinado continente ou país não podem entrar para competir. Acho que o torneio perde com isso".

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Suzana Silva