Notícias | Dia a dia
ATP ainda cogita ano com três Slam e sete Masters
09/04/2020 às 14h55

Gaudenzi pretende remanejar a temporada de saibro para o período após o US Open

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Logo em seu primeiro ano como presidente da ATP, o italiano Andrea Gaudenzi já tem a missão de liderar a entidade em meio à grave crise causada pela pandemia da Covid-19. O circuito encontra-se atualmente suspenso até 13 de julho, por conta do risco de transmissão do novo coronavírus, mas o dirigente espera que a situação seja normalizada a tempo de poder realizar os três Grand Slam e sete Masters 1000.

Para isso, Gaudenzi espera remanejar a temporada de saibro. Com o cancelamento de Wimbledon e o adiamento de Roland Garros, marcado para acontecer entre 20 de setembro e 4 de outubro, Gaudenzi tenta encaixar mais dois torneios no saibro, mesmo que um deles seja depois do Grand Slam francês.

"Estamos trabalhando na possibilidade de fazer uma temporada de saibro durante quatro semanas logo após o US Open. O melhor cenário seria ter os torneios norte-americanos durante o verão, depois os torneios no saibro, a temporada asiática e o ATP Finals. Se isso acontecesse, significaria que salvaríamos 80% da temporada após o cancelamento dos torneios de grama", disse Gaudenzi, durante uma vídeo-conferência com jornalistas italianos na última quarta-feira.

"Com sete Masters 1000 e três Grand Slams ocorrendo, não haveria muito espaço para reclamações. Se o US Open for cancelado, a complexidade da situação aumentará exponencialmente, porque devemos considerar jogar também em novembro e dezembro, mas no momento estamos nos concentrando em voltar logo após a janela de Wimbledon", acrescentou o dirigente.

Gaudenzi também falou sobre a possibilidade de ter que mudar também a sede do ATP Finals se o torneio tiver sua data alterada. "A Arena O2 está disponível apenas durante essa semana do ATP de Finals, de 15 a 22 de novembro, e o mesmo ocorre com a maioria das arenas cobertas, como Viena ou Basileia. Essas arenas são multifuncionais, e portanto, não seria fácil encontrar datas diferentes, porque todo mundo está tentando remarcar seus próprios eventos".

"Temos um acordo com Londres. Se o US Open ocorrer, não haverá problemas. Caso contrário, tudo pode acontecer. Talvez precisemos procurar alguém para nos hospedar, mas no momento não temos uma resposta. Não devemos esquecer que há multas a serem pagas no caso de mover um evento para outra cidade", explica o italiano, que também irá dialogar com dirigentes da WTA. "Também estamos tentando cooperar com a WTA, já que o circuito feminino tem uma temporada asiática muito extensa. Idealmente, gostaríamos de remarcar dois Masters 1000 em saibro, antes ou depois de Roland Garros".

Comentários
Loja - livros
Suzana Silva