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Stefani espera poder voltar a jogar ainda em 2020
07/04/2020 às 17h54

Stefani acha improvável que o circuito seja retomado em julho, como está previsto

Foto: Arquivo

Wesley Chapel (EUA) - Em quarentena nos Estados Unidos, Luisa Stefani comentou sobre a paralisação do circuito profissional em meio à pandemia da Covid-19. Ela acredita que o circuito não será retomado em 13 de julho, data inicialmente prevista para o retorno das competições, mas espera poder voltar a jogar ainda em 2020.

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Stefani é a brasileira mais bem colocada no ranking de duplas da WTA, atualmente na 46ª posição, e está em isolamento social dentro da academia Saddlebrook, na Flórida. O complexo fechado conta com condomínios residenciais, onde ela mora atualmente.

"Acho muito otimismo pensar que voltaremos em julho considerando as restrições de viagem e a situação nos Estados Unidos. Na Ásia está melhorando, mas como tudo ainda é incerto e vários lugares estão lidando com situações e tempos diferentes acho muito difícil voltarmos em julho", disse Stefani, por meio de sua assessoria de imprensa.

"Se for em setembro ficaria muito feliz. Não os vejo cancelando o ano inteiro a não ser que as coisas não melhorem nos próximos meses. Espero jogar ainda esse ano, mas vai depender da questão da saúde mundial. É ficar paciente para que possa rolar tênis ainda esse ano", acrescentou a jovem jogadora de 22 anos.

Radicada nos Estados Unidos desde muito jovem, e com passagem pelo circuito universitário norte-americano, Stefani comentou a situação na Flórida. "Estamos em lockdown obrigatório na Flórida. Por sorte moro em condomínio aqui e tem muita área aberta. Nas últimas duas ou três semanas saí só duas vezes para ir ao mercado. Não teve nenhum caso aqui no condomínio. A situação na Flórida no momento não é tão grave como nos estados mais ao norte, mas temos casos e mortes. É preciso continuar se cuidando e tomando todas as precauções ficando em casa".

Sem poder treinar da forma adequada, a jogadora vem dando ênfase na parte física e aproveitando o momento em casa para realizar outras atividades: "Tenho feito físico todos os dias em uma grama artificial de futebol americano aqui, um campinho, tento correr, fazer elástico, pegar peso e etc", comentou.

"Dentro de casa, onde passo a maioria do tempo, tenho tocado violão, que adoro, comecei um quebra-cabeça de 2.000 peças e tenho um grupo de amigas. Ficamos lendo e conversando sobre os livros. Também comecei um curso online que a Harvard oferece de sete semanas sobre mudanças climáticas. A WTA também tem oferecido várias opções de cursos educacionais e ideias de treinamento. Eles têm mantido contato conosco sobre exercícios ou maneiras de conseguir algum trabalho. Estou em um desafio de yôga de 30 dias e tenho achado uma rotina, continuando com a disciplina".

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Suzana Silva