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Para ex-top 10, quarentena reforça contrastes do circuito
07/04/2020 às 14h39

Barbara Schett, ex-nº 7 do mundo, lembrou que nem todos os jogadores estão conseguindo treinar

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - A paralisação das competições e as diferentes exigências nas regras de isolamento social impostas em cada país podem acentuar os contrastes do circuito. Esta é a opinião de Barbara Schett, ex-número 7 do mundo e hoje comentarista de TV. Os torneios não voltam antes de 13 de julho, por conta da pandemia da Covid-19, mas esse prazo tem sido constantemente revisado e prolongado.

Em coluna para o site do Eurosport, Schett lembra que alguns jogadores ainda têm condições de manter uma rotina de treinos, enquanto outros sequer conseguem pegar uma raquete durante a quarentena. "Esta é uma situação em que nenhum dos tenistas imaginaria estar. O mundo nem sequer esteve nessa situação antes. Também depende do país em que você vive. E se você mora em uma casa ou em um apartamento, ou se você tem uma quadra de tênis em casa".

"Em alguns países [as restrições] podem ser maiores que em outros. Então alguns têm que ficar presos em casa, mas em outros lugares você provavelmente ainda pode treinar. É muito diferente para cada jogador, dependendo de onde eles estão localizados no momento", acrescentou a vencedora de três torneios da WTA.

A ex-jogadora austríaca conversou com o compatriota Dominic Thiem e diz que o atual número 3 do mundo não está conseguindo treinar. "Falei com Dominic Thiem e ele disse que simplesmente não pode jogar tênis no momento. Ele pode correr e se exercitar. Todos os jogadores vão se exercitar porque nenhum deles normalmente fica mais de duas semanas parado durante uma temporada normal. Não importa onde eles estejam, todos eles tentarão melhorar sua forma física".

"Será interessante ver quando o circuito voltar, porque pode não ser justo. Alguns jogadores ficariam meses sem treinar, alguns nem sequer pegaram uma raquete. É uma situação muito, muito complicada. Mas uma coisa é certa: todos os jogadores ficarão felizes em voltar e competir, porque é um momento difícil, especialmente para os atletas que estão trancados em determinados países".

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