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Australian Open já projeta o pior cenário possível
07/04/2020 às 10h13

Melbourne (Austrália) - As dúvidas no mundo do tênis não são apenas sobre o eventual retorno do circuito, marcado atualmente para o dia 13 de julho, mas também sobre o restante da temporada e até o começo da próxima. Craig Tiley, presidente de Tennis Australia, já avisou que o Australian Open de 2021 já se prepara para o pior cenário possível.

“Há tanta incerteza em relação ao que vai acontecer no próximo mês que fica muito difícil prever algo para daqui oito meses. Esses tempos extraordinários determinam a necessidade de agilidade e amplo planejamento, explorando uma ampla variedade de opções.", disse Tiley em comunicado divulgado nesta terça-feira e publicado no jornal The Age.

“Temos que estar preparados para um ambiente bem distinto do normal. Obviamente espero que passemos pelo Covid-19 o mais rápido possível, mas não sabemos quais das medidas atuais sendo usadas para tentar conter a disseminação da infecção ainda precisarão ser implementadas a médio e longo prazos”, acrescentou o dirigente.

A organização do Grand Slam australiano trabalha com diversas possibilidades, entre elas fazer com que os jogadores fiquem em quarentena por um período de tempo, se for necessário, antes de poderem circular livremente pela Austrália.

Outro exemplo é realizar os jogos com portões fechados se as reuniões de massa ainda não forem permitidas ou severamente restritas no próximo ano. “Estamos analisando a possibilidade de realizar um evento para transmissão de TV. Esses são apenas dois dos muitos cenários que precisamos examinar”, contou Tiley

Discurso também bastante aberto é o de Andrea Gaudenzi, presidente da ATP, que espera terminar a atual temporada no prazo planejado de novembro, se as competições forem retomadas em julho, mas sem cravar nada por enquanto. "Nada está descartado nesta fase", disse ele.

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