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Já sem dor, Raonic prevê pausa longa no circuito
06/04/2020 às 17h34

Raonic teve uma boa campanha no Australian Open neste início de temporada

Foto: Arquivo

Miami (EUA) - Depois de sofrer com uma série de lesões na última temporada, Milos Raonic está finalmente livre dos problemas físicos e consegue manter uma rotina de treinos. Depois de começar o ano com um bom resultado na Austrália, onde alcançou as quartas de final, o canadense de 29 anos e 30º colocado no ranking comemora o fato de não sentir dores ou limitações para suas atividades diárias. 

"Agora, eu posso pensar em ' O que devo fazer para melhorar?' Em vez de 'O que eu consigo fazer?' ou 'O que meu corpo me permitirá fazer?' Então, isso me deu muita liberdade que eu não tinha há muito tempo. Isso significou muito para mim, então eu realmente tenho trabalhado duro para continuar assim", disse Raonic, em entrevista à emissora de tv TSN, do Canadá.

"Eu me mantive saudável no começo do ano. Eu estava conseguindo ter um ritmo de jogo, o que era algo que eu sofria para conseguir antes. Mas agora não não estou mais lutando com isso. Mantenho a minha rotina diária sem grandes quantidades de dor, e por isso tenho muita vontade de treinar", acrescenta o canadense, que nos últimos anos sofreu com lesões no joelho direito, nas costas e no quadril.

Raonic encontra-se atualmente em Miami. Ele havia alugado uma casa com quadra de tênis para treinar para o segundo Masters 1000 do ano, que acabou sendo cancelado por conta do risco de transmissão do novo coronavírus. "Eu vim para cá porque nós já tínhamos reservado esse espaço pensando no Miami Open. É uma boa acomodação onde temos acesso a uma academia improvisada e a uma quadra de tênis".

"Obviamente, como o tênis está muito longe de voltar, não estamos treinando muito, porque não sabemos necessariamente quando teremos a chance de jogar novamente, por isso tem tenho focado no condicionamento físico", avalia o ex-número 3 do mundo.

Nenhum torneio de tênis irá acontecer até o dia 13 de julho, mas Raonic não pensa em prazos e destaca a dificuldade que os dirigentes do tênis terão para reorganizar o circuito. "É difícil saber. Há muitos fatores no tênis que outros esportes não terão que enfrentar. Não é como se esperássemos que um país estivesse seguro".

"Os números de infectados ainda estão aumentando na América do Norte. Além disso, quais serão as restrições de viagem? Não sei se seria necessariamente justo para os jogadores se alguns não puderem jogar porque seus atletas foram proibidos de entrar em outro país", explica o canadense, que também se mostra preocupado com jogadores de ranking mais baixo e que terão prejuízo financeiro.

"O tênis é um esporte que você paga para jogar. Você precisa participar de um torneio e vencer as partidas para ganhar dinheiro. Tudo é baseado nos resultados e não necessariamente em contratos garantidos para a maioria dos jogadores. Não há salários garantidos. Então você tem caras muito ansiosos para jogar", avalia o vencedor de oito torneios da ATP.

Canadense lamentou o cancelamento de Wimbledon

Finalista de Wimbledon em 2016, Raonic também falou sobre o cancelamento do Grand Slam britânico. "Quando você entra por aqueles portões, mesmo que seja durante a semana de treinos antes do evento, é o torneio que mais impressiona. As quadras não são tão grandes quanto as dos outros Grand Slam, mas existe a tradição. Temos que usar roupas brancas, não há painéis de publicidade na parte de trás da quadra, a grama é imaculada e eles garantem que todos os jogadores respeitem a quadra".

"É a única final de Grand Slam que eu já disputei e é um torneio que fico ansioso para jogar todos os anos. Muitas vezes eu consegui jogar bem, mesmo quando estava voltando de lesão e isso ajudava a me recuperar durante a temporada. Vai ser difícil não poder jogar desta vez, mas isso me dará algo mais pelo que esperar daqui a um ano".

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Suzana Silva