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'Murray estava bem perto de voltar', diz técnico
03/04/2020 às 15h00

Britânico ainda não jogou em 2019, mas pretendia voltar às quadras em Miami

Foto: Divulgação

Londres (Inglaterra) - Com o circuito mundial atualmente suspenso por conta da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, os fãs de Andy Murray terão que esperar ainda mais tempo para ver o britânico em quadra. Murray ainda não havia disputado nenhum torneio neste ano e estava sem jogar desde novembro de 2019, pela Copa Davis, por conta de uma lesão no púbis. Mas para seu treinador, Jamie Delgado, faltava pouco para Murray retomar a carreira.

"Com Andy se aproximando de seu melhor condicionamento físico, esse vírus foi a última coisa que queríamos", disse Delgado ao podcast da ATP. "Andy e eu estávamos treinando há algumas semanas na quadra dura, pensando em jogar em Miami, mas estávamos aguardando uma decisão após o cancelamento de Indian Wells. Depois treinamos no saibro por alguns dias e, pouco a pouco, o mundo se fechou. Nós apenas teremos que esperar agora e ver o que acontece".

"Aqui, em Londres, todos os clubes e quadras estão fechados. Por isso, é difícil jogar. Andy não tem uma quadra em casa. Mas é importante ter uma raquete em mãos, mesmo que seja só para bater bola contra a parede", acrescentou o experiente treinador. Murray, ex-número 1 do mundo, aparece atualmente apenas no 129º lugar do ranking mundial. O britânico de 32 anos já passou por duas cirurgias no quadril recentemente.

Delgado é mais um profissional do tênis a apostar que o esporte será um dos últimos a retomar uma rotina normal mesmo depois de a doença ser controlada. "O tênis é um esporte global e internacional e pode demorar um pouco para voltar. Jogadores, treinadores, árbitros, patrocinadores e torcedores estão envolvidos. Não é como uma liga de futebol doméstica, onde ninguém precisar entrar ou sair do país".

"É um momento difícil para todos, não apenas no tênis, mas o mundo inteiro parou. Saio de casa apenas uma vez por dia para comprar comida e fazer exercícios. Meus pais estavam em um cruzeiro há algumas semanas na América Central, mas tiveram a sorte de sair de lá e pegar um voo".

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Suzana Silva