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Isner: 'Tênis será um dos últimos esportes a voltar'
02/04/2020 às 17h26

Isner conta que está há 31 dias isolado em Dallas e só sai em caso de extrema necessidade

Foto: Arquivo

Dallas (EUA) - A possibilidade de a temporada de 2020 do tênis mundial ser encerrada cresce à medida que cada vez mais torneios estão sendo cancelados por conta da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O norte-americano John Isner, número 21 do mundo, afirmou que o tênis deverá ser um dos últimos esportes a ter seu calendário de competições retomado.

Isner falou por telefone ao jornal News & Record, de seu estado natal, a Carolina do Norte. No entanto, o jogador de 34 anos e ex-top 10 do ranking encontra-se atualmente em Dallas com a família. Ele conta que está há 31 dias em isolamento social, saindo de casa apenas em casos de extrema necessidade.

 
 
 
 
 
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Quarantine with this bunch isn’t so bad. #nodefecating

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"O tênis é muito diferente os outros esportes. Espero estar enganado, mas sinto que o tênis pode ser um dos últimos esportes a voltar só por ser internacional. Você tem jogadores de todo o mundo viajando para o mesmo local para jogar por uma semana", disse Isner, a respeito do andamento do circuito.

"Países e cidades podem ter regras diferentes sobre quem poderia entrar e competir. É um grande ponto de interrogação para o tênis agora, sem dúvida. Porque nossos competidores estão espalhados por todo o mundo", acrescentou o norte-americano, que não atua desde a última semana de fevereiro, em Acapulco. "Joguei meu último torneio no México e parece que foi seis meses atrás. Parece que faz muito tempo que eu estava jogando lá".

O experiente jogador norte-americano relembrou o cancelamento do Masters 1000 de Indian Wells, anunciado na noite de 8 de março e que deu início à série de adiamentos e cancelamentos de diversos eventos esportivos pelo mundo. "Gosto de pensar que o tênis liderou esse movimento. Nosso grande torneio na Califórnia foi a primeira peça de dominó a cair entre todos esses eventos esportivos que foram cancelados ou adiados".

"Indian Wells foi cancelado no dia anterior ao seu início oficial, o dia anterior ao qualificatório das mulheres. Era um domingo à noite e eu estava em casa, em Dallas, e meu voo seria na manhã seguinte às 8 horas. Quando eu soube que o torneio foi cancelado, não saí mais daqui desde então. Foram longos dias, dias difíceis. Parece que não houve muitas boas notícias ultimamente", comentou o ex-número 8 do mundo e vencedor de 15 torneios da ATP.

Isner também falou sobre a decisão de Roland Garros adiar o torneio para acontecer entre 20 de setembro e 4 de outubro. Dessa forma, o Grand Slam francês começaria uma semana depois da final do US Open. "Roland Garros tomou essa decisão unilateralmente. Eles decidiram colocar o torneio logo após o US Open e durante a Laver Cup. Portanto, existem todos os tipos de problemas em torno dessa nova data. Os torneios estão tentando encontrar maneiras de jogar, mas não sei se é uma possibilidade realista".

"Seria super estranho, e sem precedentes para o nosso esporte, jogar dois Grand Slam seguidos. Mas este ano inteiro está sendo sem precedentes para todos os esportes no mundo. E não vamos perder de vista que, mais importante do que qualquer coisa no esporte, é o que o mundo está passando".

Em Dallas, Isner tem a companhia da esposa, Madison, além da filha mais velha Hunter Grace e do caçula John Hobbs. Ele só sai de casa para comprar mantimentos, uma vez por semana e utilizando luvas, e liga para os pais na Carolina do Norte todos os dias. "É estranho. Parece que o mundo vai desabar, mas, ao mesmo tempo, está um clima bonito aqui em Dallas e todo mundo é tão legal quanto era há alguns meses. Mas agora temos que manter a distância. Esse é o mundo em que estamos todos vivendo agora, apenas esperando por boas notícias e esperemos que tudo isso passe logo".

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