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Pouille é favorável ao adiamento de Roland Garros
31/03/2020 às 17h01

Paris (França) - Enquanto muitos tenistas e dirigentes foram contrários à decisão unilateral dos organizadores de Roland Garros, que adiaram o Grand Slam francês para o mês de setembro sem o conhecimento das demais entidades que comandam o esporte, o jogador anfitrião Lucas Pouille apoiou as medidas adotadas pela Federação Francesa de Tênis em meio à pandemia da Covid-19. Para o atleta de 26 anos e ex-top 10, este é o momento de priorizar a saúde das pessoas em vez de pensar no âmbito esportivo.

"Será estranho, mas o mais importante é que o torneio aconteça. Seria triste passar um ano sem Roland Garros e estou feliz que os organizadores tenham tomado essa decisão", disse Pouille, em entrevista à France TV Sport. A competição foi remarcada para acontecer entre 20 de setembro e 4 de outubro. "Para mim e para os patrocinadores também é importante. Eu realmente espero que possamos jogar".

"Sei que alguns jogadores ficaram um pouco irritados, mas quando se trata de patrocinadores e bilheteria era preciso marcar uma data, já que toda a temporada de saibro foi cancelada", avalia o atual 58º do ranking, referindo-se ao fato de o circuito estar suspenso até 7 de junho.

"Quando vejo que os cinemas na China reabriram recentemente, mas que eles tiveram que fechar novamente devido a uma série de novos casos da doença, percebo que o mais importante é a saúde de todos. O esporte deve ser deixado de lado, assim como todos os grandes eventos até o dia em que estivermos seguros", comenta o vencedor de cinco torneios da ATP.

Em meio ao confinamento por conta do risco de transmissão do novo coronavírus, Pouille se antecipou e decidiu se hospedar em uma casa com quadra de tênis para manter a rotina de treinos. "Aluguei, com alguns amigos, uma casa aqui no sul da França. Temos a vantagem de ter uma quadra, o que é um grande privilégio. Após o primeiro anúncio do Presidente da República, já suspeitei que não voltaríamos a jogar logo depois daquela pausa de seis semanas, e disse a mim mesmo que seria difícil ficar no meu apartamento em Boulogne-Billancourt por tanto tempo sem tocar na bola".

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