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RG: perdas de 260 milhões de euros sem o torneio
31/03/2020 às 09h13

Paris (França) - Continua repercutindo a decisão de Roland Garros mudar a data do torneio sem consultar a maioria dos envolvidos no circuito, entre eles atletas, dirigentes da ATP e da WTA e também os responsáveis pelos outros Grand Slam. Lionel Maltese, diretor econômico da FFT, explicou em entrevista ao L’Equipe que as perdas seriam enormes caso o evento não fosse realizado em 2020.

“Seria catastrófico para o tênis juvenil na França. A FFT teria que se endividar imensamente, os 100 milhões de euros que gastamos para promover o tênis nacional e internacionalmente seriam perdidos e o emprego de muitas famílias estaria em risco. Na França, não podemos reduzir o salário ou demitir pessoas assim, pois temos uma grande responsabilidade social. As perdas chegariam a 260 milhões de euros se o torneio não fosse disputado”, disse.

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Maltese afirmou que a direção de Roland Garros estava ciente de que seria muito criticada, mas reforçou a importância de colocar o tênis francês acima de tudo. “Não duvidem que Wimbledon e US Open teriam tomado a mesma decisão se pudessem. De fato, outros torneios nos apoiaram dizendo que nos entendiam e que, se estivessem na nossa posição, teriam feito o mesmo”, comentou o dirigente francês.

“A decisão não foi tomada da noite para o dia, estava longe de ser uma explosão. Estava claro que seria impossível jogar o torneio nas datas estabelecidas e sabíamos que tínhamos que fazer alguma coisa. Não havia pistas de conversas com os outros Grand Slams, então fizemos a única coisa sobrou para fazer em prol do tênis francês”, complementou o diretor econômico da FFT.

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