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Há 10 anos, Isner vencia batalha de 11h contra Mahut
24/06/2020 às 14h03

Duelo entre Isner e Mahut foi a partida mais longa da história do tênis

Foto: Arquivo

Londres (Inglaterra) - Há exatos dez anos a partida mais longa da história do tênis chegava ao fim. Em 24 de julho de 2010, o norte-americano John Isner confirmou a vitória contra o francês Nicolas Mahut pela primeira rodada de Wimbledon. Isner venceu uma batalha de 11 horas e cinco minutos por 6/4, 3/6, 6/7 (7-9), 7/6 (7-3) e 70/68.

A partida disputada na quadra 18 do All England Club acabou se estendendo durante três dias do torneio, já que a ausência de um sistema de iluminação nas quadras externas do Grand Slam londrino fez com que o jogo fosse suspenso duas vezes por falta de luz natural. Recentemente, o canal de Wimbledon no YouTube disponibilizou o jogo completo para os fãs assistirem.

Vários outros recordes foram quebrados nessa partida. Isner terminou o jogo com 113 aces, contra 103 de Mahut. Este também foi o jogo com maior número de pontos, 980, e de games, 138. Curiosamente, o francês foi o jogador que mais venceu pontos, foram 502 para ele contra 478 de Isner. Apenas o quinto set já foi a parcial mais longa da história, com 8h11 de duração.

Depois de ter vencido o jogo mais longo da história, Isner seria eliminado na segunda rodada de Wimbledon naquele ano. Ele perdeu para o holandês Thiemo de Bakker com as tranquilas parciais de 6/0, 6/3 e 6/2. Um ano depois, Isner e Mahut voltariam a se enfrentar na primeira rodada de Wimbledon. Isner venceu com muito mais tranquilidade, anotando as parciais de 7/6 (7-4), 6/2 e 7/6 (8-6) em 2h03 de partida.

Wimbledon não irá acontecer este ano
A edição de 2020 de Wimbledon não irá acontecer. Com grande antecedência, ainda no início de abril, a organização do Grand Slam britânico anunciou o cancelamento da competição, que estava marcada para acontecer entre os dias 29 de junho de 12 de julho.

O mais tradicional torneio de tênis do mundo é realizado desde 1877 e só havia sido cancelado durante as duas Guerras Mundiais no início do século passado. Não foram disputadas as competições entre 1915 e 1918, e também entre 1940 e 1945.

Além da pandemia da Covid-19 e do risco de transmissão do novo coronavírus, outros fatores influenciaram a decisão de cancelar o torneio. Um eventual adiamento para outra época do ano significaria também uma menor exposição das quadras ao sol, o que compromete o andamento da programação diária -já que não há iluminação artificial nas quadras externas- e piora a qualidade do piso, aumentando o risco de lesões para os jogadores.

Além disso, estima-se que mil pessoas circulariam pelo complexo durante o torneio mesmo sem a presença de público nas arquibancadas, o que rechaça a hipótese de realizar o torneio com portões fechados. O torneio também contava com um seguro, assinado na época da epidemia da SARS em 2003, para o caso de cancelamento de alguma edição.

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Suzana Silva