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Manutenção dos pontos ajuda Federer e Andreescu
19/03/2020 às 08h48

Andreescu não disputaria Indian Wells, mas irá manter seus pontos por mais um ano

Foto: Arquivo

por Mário Sérgio Cruz

A manutenção dos rankings atuais da ATP e da WTA até o dia 7 de junho acabou sendo boa para alguns tenistas e prejudicando outros. Entre os que principais beneficiados estão Roger Federer entre os homens e Bianca Andreescu no circuito feminino. Ambos não teriam como defender muitos pontos obtidos no ano passado e vão manter suas posições atuais.

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Atual número 4 do ranking da ATP, Federer já havia anunciado que não jogaria os Masters 1000 de Indian Wells e Miami e também não atuaria na temporada de saibro por conta da cirurgia no joelho realizada em fevereiro. De seus atuais 6.630 pontos, ele não teria como defender 2.680 (são 1.000 de Miami, 720 de Roland Garros, 600 de Indian Wells, 180 de Roma e mais 180 de Madri) e fatalmente perderia posições, mesmo se mantendo no top 10.

A situação de Bianca Andreescu poderia ser ainda mais grave. Afastada das competições desde o WTA Finals do ano passado, em outubro, a canadense de 19 anos já havia anunciado que não disputaria o Premier Mandatory de Indian Wells por conta de lesão no joelho. Atual campeã no evento, a número 6 do mundo tinha 1000 pontos a defender e cairia para o 12º lugar na classificação.

Fognini, Lajovic e Bertens também se dão bem
Outros tenistas beneficiados pela manutenção dos pontos foram os campeões e finalistas de torneios importantes do ano passado, que irão manter esses resultados por mais um ano. Entre os homens, destaque para Fabio Fognini (11º) e Dusan Lajovic (23º), campeão e vice no Masters 1000 de Monte Carlo do ano passado. O italiano mantém seus mil pontos até 2021, enquanto o sérvio sustenta 600 por mais uma temporada.

No feminino, a holandesa Kiki Bertens foi muito bem na temporada de saibro. Campeã em Madri e semifinalista em Roma e Stuttgart, ela irá carregar esses 1.535 pontos conquistados em 2019 até o ano que vem. Eliminada ainda na segunda rodada de Roland Garros, terá também a chance em setembro de melhorar a marca de apenas 70 pontos obtidos no ano passado. Já a canhota tcheca Marketa Vondrousova, finalista de Roland Garros em 2019 e que operou o punho esquerdo no fim do ano, poderá manter sua atual 18ª posição com os 1.300 pontos conquistados.

Jogadores top que acabaram sendo eliminados precocemente de torneios grandes acabam perdendo a chance de melhorar suas marcas. São os casos de Stefanos Tsitsipas, que caiu na estreia em Indian Wells ou de Rafael Nadal que parou nas quartas em Monte Carlo, Barcelona e Madri. Sempre muito forte no saibro, Nadal mantém os mil pontos de Roma, mas tinha boas chances de melhorar marcas obtidas em outros três torneios no piso. Situação semelhante vivem os atletas de ranking mais baixo e que enfrentaram grandes estrelas nas primeiras fases no ano passado e que também perdem a chance de evoluir.

Quem estava perto do top 100 perde a chance de subir
Mas muito maior é o problema de tenistas que estavam próximos do top 50 e que tentavam entrar nas chaves de Masters 1000/Premier 5 ou Mandatory, ou ainda dos nomes que rodeavam o top 100 e sonhavam com vagas diretas em chaves principais de Grand Slam. A paralisação do circuito até junho e a manutenção dos pontos obtidos há mais de um ano impede que eles lutem por posições importantes na busca pelas vagas diretas em torneios importantes.

O prêmio para eliminados na primeira rodada de Madri do ano passado, por exemplo, era de 23,8 mil euros para os homens e 19,8 mil para as mulheres. Já em Roland Garros, homens e mulheres eliminados ainda na rodada de estreia ganharam 46 mil euros. Muitas vezes, essas premiações são determinantes para a formação do calendário do tenistas nessa faixa de ranking.

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