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WTA e ITF também foram pegas de surpresa por RG
17/03/2020 às 15h56

Paris (França) - A mudança de data de Roland Garros não surpreendeu apenas os jogadores, que dispararam contra a organização do torneio, mas também as próprias entidades ligadas ao tênis. Tanto o presidente da WTA, que comanda o circuito feminino, quando um dos membros do conselho diretivo da ITF afirmaram não saber de nada até o anúncio desta terça-feira.

Presidente da WTA, Steve Simon afirmou para o jornalista Christopher Clarey, do New York Times, que a entidade não tinha conhecimento dessa possibilidade e foi pega de surpresa. O mesmo aconteceu com René Stammbach, um dos dirigentes da ITF, que chancela os Grand Slam.

“Eu não sabia disso. Discutimos cenários duas semanas atrás, mas mudar Roland Garros de data não era uma delas. Estou surpreso e não sei se isso faz sentido”, afirmou um dos membros do conselho diretivo da Federação Internacional de Tênis.

Com a mudança, aparentemente unilateral de Roland Garros, o torneio causa dois problemas de uma vez só. O primeiro é abrir um buraco nos calendários da ATP e da WTA, caso a pausa pelo coronavírus aconteça a tempo do Slam francês. O outro é colocar a competição junto com outras já marcadas no calendário.

Marcado agora para acontecer apenas uma semana após o US Open, Roland Garros ocupará datas que estavam reservadas para a disputa dos ATP 250 de Metz, São Peterburgo, Chengdu, Sófia e Zhuhai, além da Laver Cup. Na WTA, a situação é mais complicada já que o período engloba o Premier 5 de Wuhan que dá 900 pontos no ranking e terminaria uma semana antes do Premier Mandatory de Pequim, que oferece mil pontos. Também ficam afetados outros torneios em Zhengzhou, Tóquio, Guangzhou e Seul.

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