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Wild não esperava ganhar um título tão rápido
14/03/2020 às 11h00

Wild conquistou seu primeiro título de ATP ainda aos 19 anos em Santiago

Foto: Divulgação

Rio de Janeiro (RJ) - Depois de conquistar o ATP 250 de Santiago, há duas semanas, e de defender o Brasil no confronto contra a Austrália pela Copa Davis, Thiago Wild voltou para casa e falou sobre seu bom momento no circuito. Brasileiro mais jovem a conquistar um torneio da elite do circuito, o paranaense que completou 20 anos na última terça-feira diz que não esperava vencer tão rápido uma competição deste tamanho.

"Foi uma surpresa, não só para todo mundo, mas para a minha equipe e para mim também. Era sim um objetivo que eu tinha, mas não esperava que fosse acontecer tão rápido", disse Wild ao TenisBrasil durante treino aberto à imprensa na última quinta-feira, no Instituto Tennis Route, no Rio de Janeiro.

Wild também falou sobre sua rápida adaptação do saibro para a quadra dura e sobre como teve que lidar com a diferença de fuso-horário entre o Chile e a Austrália mantendo o bom nível de tênis nos dois casos. Em Adelaide, ele fez uma partida equilibrada contra o experiente anfitrião John Millman. "Eu gosto de jogar na quadra rápida, até porque o meu estilo de jogo se encaixa mais. Os pontos são um pouco mais curtos e eu consigo atacar um pouco mais"

"Meu saque melhorou muito. Acho que eu venho trabalhando bastante. E apesar de estar em um nível bom, para subir no ranking eu preciso sacar cada vez melhor e ter uma consistência maior no segundo saque", avaliou o atual número 2 do Brasil e 114º do ranking mundial.

"Consegui me adaptar bem ao fuso-horário, até porque eu cheguei lá bem cansado de viagem e consegui dormir à noite. Então, nos dois primeiros dias não foi tanto um problema, mas no jogo a adrenalina é tão alta que você nem sente o sono", complementou o paranaense, que teve a chance de sacar para o jogo no duelo contra Millman na semana passada.

O jovem jogador também comentou sobre os vários momentos de pressão que precisou lidar nas últimas semanas, como os salvar três match points na partida contra Alejandro Davidovich Fokina no Rio Open, os seis set points que enfrentou diante de Cristian Garin no Chile e o começo de partida complicado na final de Santiago contra Casper Ruud. Ele credita sua melhora também ao psicólogo Felipe Vardiero, que entrou na equipe há poucos meses.

Acho que suportar a pressão é algo que todo atleta que se desponta precisa saber fazer. A gente precisa saber lidar com a pressão e com as expectativas. Obviamente, é fruto sim do trabalho que estou fazendo com o psicólogo. Não só essa parte como a parte extra-quadra também.

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