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Ex-top 10, Melzer explica volta ao circuito na dupla
11/03/2020 às 11h33

Viena (Áustria) - O austríaco Jurgen Melzer havia se aposentado do circuito em 2018 no ATP de Viena, mas o adeus acabou virando um até logo, já que em 2019 ele estava de volta às competições, mas desta vez exclusivamente nas duplas. Em entrevista ao site da ATP, o tenista de 38 anos e atual 35 do mundo no ranking de duplas explicou a motivação que o levou a retomar a carreira.

“Tive uma conversa com minha esposa e disse: 'Ok, quero tentar até Roland Garros (2019) e continuarei se tiver a sensação de que ainda posso ganhar torneios e grandes torneios. Ela concordou e disse que eu precisava tentar para não me arrepender depois. Ela foi nadadora, então sabe como é parar algo que você gosta de fazer”, contou o austríaco.

Melzer tinha claro que pararia se os resultados não viessem, para não perder tempo à toda e poder então passar mais momentos em casa com o filho e a esposa. “Ainda tinha a sensação de que havia algo. O esporte deu tanto nos últimos 20 anos que por que não continuar? Estou feliz por ter feito isso, porque agora estou em uma posição em que posso jogar os grandes torneios”.

Em seu retorno, o austríaco venceu os títulos de Sofia (com Mektic) e Marrakech (com Skukor) antes de Roland Garros, dando um bom impulso no ranking. Desde junho do ano passado, ele se fixou no top 50 e atualmente está jogando com outro veterano, o francês Edouard Roger-Vasselin .

“A razão de eu ainda jogar tênis é porque eu amo o jogo. Você não ganha muito dinheiro jogando challengers e ATP 250s em duplas, mas eu ainda amo esse esporte e sinto que posso ganhar grandes torneios como o Hamburgo (em 2019, com Marach) e acho que iria me arrepender se não tivesse feito isso”, declarou o canhoto austríaco.

Mesmo antes da primeira pausa, Melzer já brilhava em duplas mesmo sem ser o principal foco. “Não tinha tempo para treinar tanto duplas quando estava no top 10 em simples, mas na época eu jogava com Philipp Petzschner , que era um grande amigo e com quem encaixei bem, por isso não precisamos treinar muito para ser competitivos”, lembrou o austríaco, campeão do US Open (2011) e de Wimbledon (2010) com o alemão.

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