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Nadal sai feliz com a reação frente a Dimitrov
29/02/2020 às 10h47

Rafael Nadal perdeu apenas 20 games em suas quatro partidas de Acapulco

Foto: ATP

Acapulco (México) - Apesar de ter perdido apenas cinco games na semifinal desta madrugada, o espanhol Rafael Nadal teve dificuldades diante do búlgaro Grigor Dimitrov, encarou quebras precoces nos dois sets e lutou por 1h45 para marcar 6/3 e 6/2. Agora, vai em busca do primeiro título desde o US Open, o terceiro no ATP 500 de Acapulco e o 85º da carreira.

"O jogo foi muito mais duro do que indica o placar", concordou Nadal. "Ele teve quebras à frente nos dois sets. São partidas em que pequenos detalhes mudam tudo e acho que esse fator caiu do meu lado". O cabeça 1 gostou de seu poder de reação diante de Dimitrov, a quem chamou de grande amigo e um dos melhores do mundo: "Fiz uma boa partida, sai de baixo e reagi, mas tenho que melhorar certas coisas se quiser atingir meu melhor nível".

Acapulco tem sido uma importante preparação para os Masters norte-americanos: "Vinha de um tempo sem competir e precisava recuperar o ritmo. Então estar novamente numa final depois das derrotas na Austrália anima muito para as próximas semanas".

Seu adversário, à meia noite (de Brasília), será o norte-americano Taylor Fritz, de 22 anos, a quem nunca enfrentou. "Quando era jovem também queria muito enfrentar Andre Agassi ou Roger Federer. Depois de 16 anos, ainda me recordo da primeira vez que enfrentei Roger, em Miami de 2004 e ele era o número 1 do mundo. Agora, sou o homem a ser batido pelos mais jovens. Fritz está evoluindo muito, já tem um ranking de respeito e pega muito forte na bola. Tenho de fazê-lo bater em situações pouco confortáveis".

Questionado como mantém a mesma intensidade aos 33 anos, Nadal garantiu que o segredo é a paixão pelo esporte: "Mantenho a mesma postura e sonhos do começo da carreira. A chave está em valorizar todas as coisas boas que o tênis me deu, como a vitória de hoje e sentir o público a seu lado. Isso é uma injeção de energia muito grande. Sei claro que isso não será para sempre e que o fim está cada vez mais próximo, mas enquanto meu físico e minha cabeça permitirem continuarei lutando cada semana para somar o máximo de títulos possível".

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