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Aos 32 anos, Maria Sharapova se aposenta do tênis
26/02/2020 às 10h09

Nova York (EUA) - A quarta-feira começa com uma notícia de peso para o tênis mundial. Dona de cinco títulos de Grand Slam e ex-número 1 do mundo, a russa Maria Sharapova se aposentou do circuito. A atleta de 32 anos anunciou o fim da carreira em entrevista exclusiva para as revistas norte-americanas Vogue e Vanity Fair. A russa não quis fazer um jogo ou uma turnê de despedida e atuou pela última vez no Australian Open.

Sharapova explica por que não quis jogo de despedida

"Como você deixa para trás a única vida que você já conheceu? Como você se afasta das quadras em que treinou desde pequena, o jogo que você ama - um jogo que lhe trouxe lágrimas não contadas e alegrias indizíveis - um esporte em que você encontrou uma família, junto com fãs que se uniram atrás você por mais de 28 anos? Eu sou nova nisso, então por favor me perdoe. Tênis, estou me despedindo", escreveu a russa.

Nascida em Nyagan, na Rússia, ela se mudou com três anos para Sochi e com quatro começou a praticar o esporte que a tornou um ícone mundial. Ainda muito nova, Sharapova foi para os Estados Unidos para treinar e a decisão se mostrou acertada quando, em 2004, se tornou a segunda mais nova tenista a ganhar o título de Wimbledon na Era Aberta, depois de Martina Hingis, derrotando Serena Williams por 2 sets a 0.

O título na grama do All England Club foi o primeiro de grande expressão de sua carreira. Naquele mesmo ano ela também venceria o WTA Finals pela primeira e única vez. Em 2006 veio a conquista do US Open e dois anos depois a do Australian Open.

Faltava então Roland Garros para completar o Grand Slam e acabou sendo este o único dos quatro principais torneios do circuito no qual Sharapova levantou duas taças (2012 e 2014). A russa termina sua carreira com 36 títulos e somando 21 semanas na liderança do ranking. Ela ainda conquistou uma medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. 

Em 2016 veio o pior momento da carreira da russa, que foi pega em exame antidoping realizado no Australian Open daquele ano, com o uso de meldonium uma substância que tomava desde 2006, mas que se tornou proibida em 1º de janeiro daquele ano. Ela acabou suspensa por dois anos, mas recorreu e viu a pena cair para 15 meses. Porém, desde o retorno a russa sofreu com lesões e nunca mais repetiu o tênis de antigamente.

Nas últimas três temporadas, Maria amargou quatro eliminações em estreias nos Grand Slam, chegou apenas duas vezes às oitavas de final e só uma às quartas, em Roland Garros 2018. Ela conquistou apenas um título depois do doping (Tianjin 2017). Seu melhor ranking nesse período foi a 21ª colocação, mas a atual posição da russa é a modesta 373ª, não competindo desde o US Open do ano passado.

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