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Número 1 vale mais do que Slam, afirma Pavic
21/02/2020 às 08h00

Ex-número 1 do mundo nas duplas, Pavic sonha com título de Wimbledon e medalha olímpica

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Parceiro do mineiro Bruno Soares desde a metade do ano passado, o croata Mate Pavic esteve no Brasil pela primeira vez neste ano para a disputa do Rio Open. Os dois superaram a estreia no saibro carioca, mas acabaram eliminados na última quinta-feira, em mais uma derrota apertada definida no match-tiebreak. Em entrevista para TenisBrasil, o ex-número 1 do mundo contou algumas de suas preferências e objetivos para o futuro.

Dono de um título de Grand Slam, conquistando o Australian Open de 2018 com o austríaco Olivier Marach, o croata de 26 anos destaca outro feito alcançado naquela mesma temporada como o ápice de sua carreira até então. "Felizmente consegui vencer um título desse porte, mas se tivesse que escolher o mais importante seria ser número 1", afirmou o atual 15º colocado no ranking.

Inspirado pela conquista do compatriota Goran Ivanisevic em Wimbledon, em 2001, ele não esconde que uma conquista na grama sagrada do All England Club é a principal meta que falta alcançar, mas também revela se importar muito com a chance de buscar uma medalha nos Jogos de Tóquio neste ano.

"Será minha primeira participação olímpica, não estive nos Jogos do Rio, e acredito que tenho uma boa chance de brigar por medalha", disse Pavic, que garantiu preferir vencer uma medalha de bronze a faturar um título de Slam que não seja o de Wimbledon.

Veja a entrevista completa com Mate Pavic:

 
 
 
 
 
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We look way better on the court,than on the @atptour photo shoot !!! 👻📸🎾😂 #vrhunskaprica

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O quão grande é o tênis na Croácia? 

É um esporte grande, claro que o futebol é o número 1 como na maior parte do mundo. Além de tudo, temos um bom time e com bons resultados, como o vice-campeonato na última Copa do Mundo. O basquete também é bem grande, temos muitos jogadores na NBA. O tênis é uma tradição no país e nos últimos 25 anos praticamente todos os anos tivemos um top 10, caras como LjubicicAncic e Cilic. 

Sobre os Jogos Olímpicos deste ano, você já tem em mente um possível parceiro para a competição? 

Há alguns caras como DodigMektic e Skugor, que estão muito bem no ranking e são opções muito boas. Será minha primeira participação olímpica, não estive nos Jogos do Rio, e acredito que tenho uma boa chance de brigar por medalha. Isso é uma motivação extra e estou ansioso por poder estar na competição. 

E sobre duplas mistas, tem alguma possibilidade de jogar? 

Acho que não teremos representantes na competição. Até temos boas jogadoras no ranking WTA, como Vekic e Martic, mas acho que elas não irão competir. Se forem eu posso conversar com alguma, pois gosto muito de duplas mistas e já venci dois Grand Slam. 

No site da ATP diz que você é treinado por sua irmã. 

Eu era treinado por ela, mas não sou mais. Ela jogava antes e viajou comigo por muito tempo desde o tempo de juvenil, passamos cinco ou seis anos juntos, mas ela não está mais ao meu lado no circuito, embora ainda se envolva na minha carreira. Ela se cansou das viagens, tive alguns técnicos depois e nos últimos dois anos venho trabalhando sem ninguém, apenas com meu preparador físico. 

O que te levou a escolher Bruno como parceiro? 

Conheço ele faz tempo de dentro do circuito, ele é um cara legal, fácil de se conviver e somos meio que parecidos nesse aspecto. Acho que seu jogo se encaixa bem com o meu, gosto de como ele joga e gostaria de tê-lo a meu lado, por isso estamos juntos. Já faz quase meio ano que formamos a parceria, tivemos alguns bons torneios e acredito que podemos melhorar ainda mais. 

 
 
 
 
 
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Stockholm, balcony and meatballs 🇸🇪 #AllIn #Loveit #Alsotennis 📸 @itsjaclee.tennis

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Quais as características no jogo dele que o fizeram escolhê-lo para jogar junto? 

Ele tem uma boa devolução e isso é algo que eu gosto. Eu saco muito bem e acho que essa combinação é algo que pode dar certo. Ele é conhecido por devolver muito bem, conhece muito do jogo de duplas e essas foram algumas das razões pelas quais eu o escolhi. 

Em 2018 você teve a melhor temporada da carreira, ganhou um Grand Slam e foi número 1 do mundo. Qual dos dois foi mais importante para você? 

Diria que a maior meta de qualquer um seja tentar ser o número 1 do mundo em algum momento e se tivesse que comparar essas duas coisas diria que isso foi mais importante do que vencer um Slam. Felizmente consegui ambos, mas se tivesse que escolher seria ser número 1. 

Todas essas conquistas foram ao lado de Oliver Marach. Você consegue explicar por que a parceria com ele deu tão certo? 

Honestamente não tenho uma resposta para essa pergunta. Tivemos um bom final de temporada no ano anterior e começamos muito bem naquele ano, vencemos os dois primeiros torneios antes de também vencer o Australian Open. Tivemos muitos jogos duros durante a campanha e conseguimos vencê-los. Aí chegamos na final e fizemos uma grande partida. Mas também tivemos algumas semanas ruins, só que no geral foi muito bom. 

Esses detalhes que deram certo em 2018 parecem não estar se repetindo no começo da dupla com Bruno. Você acha que os resultados poderiam estar melhores? 

Sim, acho que jogamos boas partidas e perdemos muitas delas nos detalhes. É difícil dizer por que, estamos jogando bem, mas perdemos alguns jogos duros, muitos tiebreaks. No ano passado fomos muito bem em Xangai (conquistaram o título) e depois em Estocolmo chegamos na final sem perder sets, mas então me machuquei. Isso nos mostrou que podemos jogar bem. 

 
 
 
 
 
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🏆🤜🏼🇧🇷🖤 #amunhequeria #Shanghai #Muchlove #Happy

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Duas semanas atrás você ganhou um torneio no piso duro coberto e agora você está no saibro descoberto. O quão duro é se adaptar a essa mudança tão drástica? 

Não é fácil essa mudança, sem contar que tem também toda a mudança de clima. Leva um tempo para se adaptar, mas é uma coisa que acontece durante a temporada e você acaba se acostumando. Você leva um tempo para se ajustar, mas não é um grande problema. 

Como estão suas metas para a temporada? 

Classificar para o ATP Finals é sempre uma meta, pois se você se classifica é porque teve uma boa temporada. Já alcancei várias coisas como um título de Grand Slam e também de Copa Davis, mas uma coisa que ainda falta, para mim, é conquistar Wimbledon, onde já cheguei em uma final e perdi. Cresci vendo Goran (Ivanisevic) vencendo o torneio e por isso é especial para nós croatas. 

Em um ano olímpico como 2020, tirando Wimbledon, vale mais um título de Grand Slam ou um ouro olímpico? 

Medalha olímpica, mesmo que seja um bronze. 

Os medalhistas olímpicos têm grande reconhecimento? 

Nós croatas gostamos muito de esportes. Quando fomos vice-campeões da Copa do Mundo dois anos atrás, meio milhão de pessoas foram recebê-los de volta. Nos Jogos do Rio ganhamos umas 10 medalhas e conseguir uma é algo muito importante na Croácia. 

 
 
 
 
 
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It’s that time of the year !!! 🌱🎾👌🏽👻 #atpworldtour #grasscourt #dajeišta #vrhunskaprica

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Suzana Silva