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Para Guga, redução de torneios não é maior entrave
20/02/2020 às 07h50

Ex-número 1 do mundo falou também que vê possibilidade de título brasileiro no Rio Open em 3 anos

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Cada vez com menos torneios challengers no Brasil, em 2020 foi a vez do país deixar de ter um ATP 250, perdendo o Brasil Open, que foi para o Chile. Apesar desse momento duro para os tenistas nacionais poderem somar pontos em casa, o catarinense Gustavo Kuerten não vê todo esse panorama como principal entrave para o desenvolvimento do tênis profissional por aqui.

“Se analisarmos com mais cuidado, quando tinha mais torneios também não foi suficiente para elevar o nível tanto assim; nem tudo depende dessa variável de ter tanto torneio. Hoje estamos mais enxutos, mas sempre é cíclico, de acordo com a economia do país e também com alguma grande estrela. Não acredito que seja o grande entrave”, disse Guga em coletiva no Rio Open na última quarta-feira.

O ex-número 1 do mundo se mostrou também animado com a nova geração brasileira que vem surgindo, sendo um dos principais destaques o paranaense Thiago Wild, que superou a primeira rodada no ATP 500 carioca e voltará a jogar nesta quinta-feira, enfrentando o croata Borna Coric, cabeça de chave número 5 da competição.

“No ano passado falei que o Thiago poderia ser o protagonista dessa nova geração e isso vai se concretizando. Ele é um menino que foi campeão em todas as categorias que participou e com essa idade está tendo grandes experiências. Ele só precisa ter o ímpeto de vencedor e estar disposto a tudo isso”, falou Guga.

Ele destacou a importância de se dar oportunidades aos jovens, como tem acontecido no Rio Open, e se mostrou otimista com a possibilidade de um título nacional no futuro. "O torneio só cresce, vem se consolidando a cada ano. Acredito que dessa maneira, quem sabe numa décima edição, um brasileiro tenha chances reais de ganhar o torneio daqui", apostou o tricampeão de Roland Garros.

"Não que não possa acontecer agora, mas seria mais improvável. Mas vejo que daqui uns anos isso pode se confirmar", complementou o catarinense, que também destacou o bom desempenho de Felipe Meligeni contra o austríaco Dominic Thiem, tirando um set do atual vice-campeão do Australian Open.

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