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Maior torcida para rivais não incomoda Djokovic
19/02/2020 às 10h20

Duelo com Nadal na ATP Cup foi uma das poucas ocasiões em que o sérvio teve maioria da torcida a favor

Foto: Arquivo

Belgrado (Sérvia) - Apesar de ser o número 1 do mundo e o jogador mais dominante do circuito ao longo da última década, Novak Djokovic às vezes precisa lidar com a torcida contra. Ele percebe isso especialmente nos confrontos contra seus dois principais rivais, Rafael Nadal e Roger Federer. São raras as situações em que o sérvio tem a maioria da torcida, como no recente duelo contra o espanhol na ATP Cup em Sydney, mas ele diz que esse tipo de situação não o incomoda e que não gostaria de alimentar essa história.

"Muito foi dito ou escrito sobre eu ser ou não amado. Eu não gosto de falar sobre mim mesmo, mas a minha impressão é de que tenho muito apoio", disse Djokovic durante evento de sua fundação em Belgrado. As declarações foram dadas em sérvio e traduzidas pelo jornalista local Sasa Ozmo, do portal Sportklub.

Durante o último Australian Open, era comum ver fãs de Djokovic utilizando camisetas com os dizeres 'Serbia against the World' (ou 'Sérvia contra o Mundo'), que remontam os tempos da desintegração da Iugoslávia entre os anos 1990 e início dos anos 2000, como mensagem aos torcedores contrários. O líder do ranking diz não gostar desse tipo de atitude e tenta evitar sentimentos negativos.

"Quando eu jogo contra Federer ou Nadal, a maioria da torcida está com eles, mas isso não significa que eu sou odiado ou que eu deveria colocar a torcida sérvia contra o mundo. Não gosto dessas histórias de 'Serbia against the World'. E mesmo se as pessoas não gostarem de mim em algum lugar, por que eu deveria por gasolina no fogo e alimentar essa história?", acrescenta o jogador de 32 anos.

"Eu não quero ter lidar com emoções negativas como o ódio e a raiva. Às vezes eu fico distraído e acabo explodindo, por causa do público, do árbitro, do vento, etc. Admito que não tenho orgulho disso, mas sou um ser humano que comete erros e que tenta melhorar a cada dia", explica o vencedor de 17 títulos de Grand Slam e que começou a temporada vencendo 13 jogos seguidos.

"Se eu investisse minha energia nessas histórias de que não sou amado, elas iriam crescer e eu não quero isso. É claro que eu gostaria que as pessoas sempre torcessem por mim, mas não quero essa negatividade. Não quero esse tipo de ervas daninhas no meu jardim", complementou Djokovic, que volta às quadras na semana que vem, para disputar o ATP 500 de Dubai.

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