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Ríos defende Jarry e diz que ATP acobertava Agassi
18/02/2020 às 10h36

Ríos tem dado muitas declarações polêmicas nos últimos anos

Foto: Arquivo

Santiago (Chile) - O ex-número 1 do mundo Marcelo Ríos comentou sobre o caso de doping envolvendo o jovem jogador chileno Nicolas Jarry, 87º do ranking. Rios defende seu compatriota e comparou os protocolos de exames de seu tempo como jogador com o cenário atual. Sempre polêmico, Ríos ainda atacou o também ex-líder do ranking Andre Agassi, ao dizer que o caso de doping do norte-americano foi acobertado pela ATP.

"Fiquei muito agradecido pelo pai do Nicolas me ligar para me contar o que aconteceu. Eu também conversei com Nico e ele me contou sua versão", disse Ríos à rádio chilena La Tercera. "Ele continuará sendo Nico Jarry se for suspenso por quatro anos ou por quanto tempo for. Sei que ele é um grande jogador e continuará a ser meu amigo mesmo se nunca voltar a jogar".

Quando eu competia, eles analisaram apenas amostras de urina. Agora também também colhem amostras de sangue. Então, é muito difícil tentar esconder algo hoje em dia", avaliou o chileno.

"Eu nunca me dopava quando era tenista. Eu bebi álcool, sim, mas maconha ou outra droga mais forte não, por causa do doping e porque eu não estava interessado em entrar em coisas assim. Eu fiz três exames antidoping em toda a minha carreira", comenta o ex-jogador profissional, atualmente com 44 anos.

"Andre Agassi foi pego quatro vezes e a ATP o acobertou porque ele era o Agassi. Acho a ATP a maior m... que existe. Todos gringos. Naquela época, o Masters [atual ATP Finals] estava sempre em quadra coberta e muito rápida para o Sampras vencer. Eu não tinha 1,90m e precisava jogar partidas de cinco sets no cimento durante três meses do ano", disparou o vencedor de 18 títulos de ATP e finalista do Australian Open de 1998.

Ríos também comentou sobre a presença do chileno Nicolas Massú na equipe técnica do atual número 4 do mundo Dominic Thiem. "Nicolás teve sorte de treinar um craque. Depois de Thiem, ele não vai precisar treinar um número 100 do mundo, porque vai ser reconhecido como um bom treinador. Nico gosta de viajar ou passar 10 horas treinando. Ele também é solteiro, não precisa prestar contas a ninguém. Espero que possa levá-lo a vencer um Grand Slam e ser o número 1 do mundo".

Nos últimos anos, Ríos tem dado algumas declarações à imprensa chilena que acabam repercutindo bastante. Ele já desprezou o fato de não ter sido lembrado pelo Hall da Fama, cogitou um retorno ao circuito profissional aos 43 anos (tendo disputado apenas exibições) e afirmou que teria condições de vencer Federer, Nadal e Djokovic se fosse contemporâneo deles, dizendo ainda que o circuito da década de 1990 era mais forte que o atual.

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