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Monteiro ajusta jogo e vê resultados melhorando
18/02/2020 às 07h00

Monteiro irá fechar a programação da quadra central do Rio Open nesta terça-feira

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - O começo de temporada com bons resultados do cearense Thiago Monteiro, principalmente as quartas de final alcançadas em Buenos Aires, na semana passada, não são fruto do acaso e sim de um duro trabalho que tem como foco principal alguns ajustes feitos por sua equipe pensando em fazer seu jogo fluir melhor e render mais.

“Sempre busquei superar os déficits do meu jogo, como chegar mais à rede, jogar mais dentro de quadra e buscar devoluções mais agressivas. Mas na hora do jogo sempre ia pelo lado mais cômodo. Não tinha tanto essa coragem de executar o que precisava ser feito, tinha medo de errar. Só que no nível de hoje em dia é muito difícil ser muito defensivo e ganhar”, contou o atual número 1 do Brasil.

Com estreia no Rio Open marcada para esta terça-feira, Monteiro explica que as mudanças técnicas foram principalmente no saque e no revés. No saque eu travava o movimento quando estava mais tenso e nunca encaixava. Agora está mais solto e mesmo nos momentos importantes ele flui melhor”, declarou o canhoto de Fortaleza.

“E o revés é mais ou mesmo a mesma coisa. Qualquer alteração você precisa acreditar nela, aceitar e ir executando. No começo nunca é confortável, mas quando você vê que está no caminho certo se torna automático e confortável de novo”, complementou Monteiro, que terá a árdua missão de encarar o argentino Guido Pella logo na primeira rodada.

“Será uma primeira rodada difícil, Pella já foi vice-campeão aqui, é um canhoto e treinei bastante com ele na pré-temporada. Quero ficar firme, impor um ritmo mais agressivo e tentar mexê-lo bastante. É um jogo que ele tem o favoritismo e eu vou tentar usar a torcida a meu favor”, afirmou o brasileiro.

O cearense também falou um pouco sobre a amarga derrota sofrida para o português Pedro Sousa na capital argentina, destacando que a mudança radical no estilo de jogo do rival o atrapalhou bastante. “Entrei com um plano de jogo em mente, me senti bem no começo, mas o jogo mudou completamente quando ele sentiu uma lesão na perna e passou a jogar totalmente diferente”, observou Monteiro.

“Foi um jogo estranho, que me surpreendeu. Ele passou a bater cada vez mais forte na bola e sacou muito bem, muito melhor do que costuma fazer, tirando aces em momentos importantes. Ele mesmo falou depois que se surpreendeu com a forma como jogou. Foi uma oportunidade que passou, mas tenho certeza que ainda surgirão outras”, acrescentou o brasileiro.

Questionado se o doping da namorada, a paulista Beatriz Haddad Maia, o fizeram mudar algum procedimento fora das quadras, Monteiro contou que desde o caso do gaúcho Marcelo Demoliner já havia parado com farmácias de manipulação e toma suplementação que já vem pronta. “Sempre compro dois potes, deixo um fechado e tomo o outro. Caso aconteça alguma coisa de contaminação pelo menos tenho um fechado para comprovar”, contou.

“A gente tenta sempre tomar o máximo de cuidado possível. Se aconteceu com a Bia, que é uma das pessoas mais disciplinadas que conheço. Agora eu faço antidoping e fico com medo. Para mim, era super tranquilo antes, mas agora não sei o que vai acontecer”, finalizou o cearense.

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