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Wild minimiza polêmicas e destaca apoio da torcida
18/02/2020 às 06h15

Com a vitória desta segunda-feira, Wild dará salto de mais de 20 lugares e entrará no top 200 pela primeira

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - A primeira vitória do paranaense Thiago Wild na chave principal do Rio Open não poderia ter vindo de forma mais movimentada do que aconteceu nesta segunda-feira, em que o convidado da organização saiu perdendo, salvou três match-points, superou chances desperdiçadas e acabou batendo o espanhol Alejandro Davidovich de virada.

“Acho que não pensei muita coisa quando sai de quadra, estava apenas feliz”, falou o tenista de 19 anos sobre as sensações logo após sua vitória mais importante da carreira, a primeira em um ATP 500. “Independente do resultado de hoje ia sair com o pensamento de que estava no caminho certo”, analisou o brasileiro.

Contando com o apoio da torcida do começo ao fim, Wild destacou o papel que ela teve em sua vitória. “Jogar em casa e sempre uma vantagem ainda mais em jogos com uma duração assim e com essa tensão. Mas é uma coisa que os jogadores precisam saber lidar e se fosse na Espanha seria o contrário”, observou o jovem paranaense.

Além dos altos e baixos, o jogo foi marcado por alguns momentos polêmicos, como um saque por baixo de Davidovich quando Wild mal estava preparado para receber, durante o quente tiebreak do segundo set. “Eu não estava olhado, não estava pronto e fui então direto falar com o juiz. Não concordei com a decisão dele, mas o jogo tem que seguir”, disse.

Wild também comentou a discussão que teve com o espanhol, também durante o tiebrak, na qual o juiz de cadeira chegou a descer para separar os dois atletas. “Não lembro o que ele falou e nem o que eu falei, estava focado em jogar o próximo ponto e fechar o jogo. Mas nenhum dos dois faltou com o respeito com o outro”, contou o paranaense.

Depois de marcar parciais de 5/7, 7/6 (7-3) e 7/5 sobre o espanhol de 20 anos, Wild terá pela frente o vencedor do confronto envolvendo o croata Borna Coric, quinto mais bem cotado ao título no ATP 500 carioca, e o argentino Juan Ignacio Londero.

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