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High school e tênis: brasileiros contam sua experiência
17/02/2020 às 17h39

Nove brasileiros cursam no momento o high school na Hoosac. O técnico Ricardo Pereira comanda o tênis.

Foto: Divulgação

Nova York (EUA) - Simbiose perfeita entre estudos e esporte, amadurecimento pessoal e abertura de horizonte muito mais amplo para quem quer fazer universidade nos Estados Unidos estão entre os aspectos mais positivos citados por alguns dos atletas-estudantes brasileiros que receberam bolsas para ingressar na Hoosac em nível 'high-school' - equivalente ao segundo grau brasileiro.

Localizada a três horas de Manhattan, a Hoosac School foi fundada há mais de 130 anos e é supervisionada diretamente pelo Conselho de Nova York. Atualmente, possui alunos de 31 diferentes países e mantém currículo esportivo não apenas para o tênis, mas também para atletismo, basquete, futebol e vôlei, entre os mais populares. Sua localização é privilegiada: está também a 3 horas de Boston e a 4 horas de Montréal.

"Há enormes vantagens de se entrar mais cedo nas escolas norte-americanas, ao invés de optar somente pela universidade, como acontece hoje", afirma o experiente treinador Ricardo Pereira, responsável pela seleção de atletas brasileiros candidatos a uma bolsa na Hoosac. "A high-school permitirá que o estudante se adapte com mais tempo à cultura local, aprimore seu Inglês e seu tênis, o que certamente permitirá que depois escolha uma universidade de peso maior nos EUA".

Atualmente, nove brasileiros já estão cursando a Hoosac e quatro deles relatam os pontos mais positivos dessa incrível experiência. Veja os depoimentos:

Fernando Barros, 17 anos
"O que basicamente me trouxe aqui foi a vontade de fazer uma faculdade nos Estados Unidos e a chance de aperfeiçoar meu inglês. Claramente, estando aqui é muito mais fácil para as faculdades enxergarem e se interessarem por você, diversas faculdades já entraram em contato para que eu vá conhecer o campus por exemplo. A experiência de morar sozinho e ter que tomar conta de você mesmo é outro grande benefício. Posso seguir meus estudos e mesmo assim aderir a um treinamento de alto nível de tênis. Vir pra cá me ajudou muito na parte acadêmica também, minhas notas melhoraram muito, pela tradição de ser uma escola com muitos atletas eles possuem toda uma estrutura para manter o atleta por dentro de tudo que está acontecendo.  Pelo fato de ter que amadurecer como pessoa para conseguir viver aqui, isso refletiu muito no meu jogo e na atitude dentro de quadra. Umas das principais coisas são os relacionamentos que você constrói com as pessoas ao seu redor, porque o fato de você estar morando sozinho, em algum momento você vai precisar de alguma ajuda e são essas pessoas que você é amigo que estarão ali pra te ajudar. Somou e continua somando muito tanto para a minha parte atlética e acadêmica quanto para o desenvolvimento do ser humano e autonomia".

Sofia Gurgel, 16 anos
"Sou de Natal (RN) e desde pequena sempre quis estudar nos Estados Unidos. No ano passado, o Ricardo Pereira me apareceu com essa oportunidade e eu vim no momento certo para o lugar certo. Hoosac tem um programa acadêmico muito bom, o que sempre foi meu ponto forte, e junto a isso treinamos o ano inteiro para a nossa temporada na primavera. A experiência de morar longe de casa é muito significante. Apesar de todo suporte que a escola dá, tive que aprender a me virar sozinha. As responsabilidades crescem, os amigos que fazemos aqui viram parte da família e a saudade de casa aperta bastante de vez em quando. Mas sem dúvidas não existe preparação maior para a faculdade do que essa. Outro ponto muito positivo de vir morar nos Estados Unidos para o High School é entender desde cedo como a meritocracia funciona e como tudo só depende de você. Vivenciamos várias experiências, o que só me fez abrir a cabeça, principalmente porque quero fazer Medicina (um curso muito longo aqui fora, são oito anos divididos em dois cursos de quatro.
Tenho certeza que a experiência em Hoosac está me fazendo crescer não só como estudante ou atleta, mas como ser humano e sou muito grata a isso!"

Pedro Costa, 17 anos
"Antes de vir para Hoosac, eu não sabia o que esperar de um high school, não sabia se valeria a pena os sacrifícios, tanto econômicos como pessoais. Mas ao chegar e me estabelecer na rotina, percebi que existiam muitas oportunidades aqui. Oportunidades de não só aprender coisas novas, experienciar novos tipos de relacionamentos com pessoas de vários países, mas de conhecer de perto colleges e universidades, as diferenças de cada um e o que as melhores universidades querem de um aluno. No Brasil, eu já tinha esse sonho de vir estudar aqui jogando por uma bolsa no nível universitário, mas o modo de ver esse sonho, o que eu realmente quero e principalmente como vou chegar no meu objetivo são aspectos que não teriam evoluído da mesma maneira lá. Um exemplo claro foi quando pedi a uma professora que me desse dicas ou informações sobre universidades; além de sentar comigo algumas vezes e me ajudar, ela marcou um encontro comigo com um ex-chefe que se formou em Harvard, ele me ouviu e me deu dicas valiosas, foi uma experiência de aprendizado única".

Rafael Macedo, 17 anos
"Sempre tive objetivo de fazer faculdade nos Estados Unidos. Mas para que isso seja possível eu preciso estar jogando um alto nível de tênis e estar com um bom nível de inglês. Entretanto, como a maioria de vocês sabem, no Brasil é muito difícil ter uma rotina com o tempo adequado de treino e estudo. ou seja se você é um praticante de esporte de alto nível, ou você acaba sacrificando tempo de treino para estudar, ou tempo de estudo para treinar. Porém existe uma saída, existe um lugar que você pode ter os dois: os high schools americanos, onde eles influenciam muito mais a prática do esporte. As coisas aqui funcionam de um modo totalmente diferente do Brasil. No comeco pra mim foi tudo um choque, a rotina mudou muito. Aqui a rotina de praticamente a semana inteira já está programada. Por exemplo aqui temos horário para tudo, o café da manhã é de tal horas a tal horas, o almoço tem hora marcada, assim como o treino, o jantar, o horário de estudo e o horário livre. A gente tem que aprender a viver com saudade de tudo e de todos que ficaram, família, amigos, lugares que você frequentava, e ainda mais festas, e tudo que as envolve. Não é fácil, tem momentos muito difíceis, mas eu decidi largar a minha vida boa do Brasil para vir para cá e ir atrás dos meus objetivos".

Os interessados em saber mais detalhes sobre a Hoosac podem acessar o site oficial da escola (hoosac.org) ou fazer contato com Ricardo Pereira pelo whatsapp (11) 99787-0749 ou pelo email rpereira@hoosac.org.

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