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Davidovich lida com pressão no salto para os ATP
17/02/2020 às 07h00
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Rival de estreia do paranaense Thiago Wild no Rio Open, o espanhol Alejando Davidovich é um dos nomes mais bem cotados para assumir o protagonismo do tênis em seu país nos próximos anos. Único representante da 'Armada' com 20 anos ou menos entre os 200 primeiros da ATP, o atual 90 do mundo sabe que há jogadores de sua idade já brilhando no circuito, mas nem por isso quer apressar as coisas.

"Acho que existem muitos jogadores com 20, 21 anos no circuito, alguns com 23 já são top 10, mas cada um tem sua própria carreira, metas e pressão. Você tem que lidar com isso dentro de quadra, eu faço do meu jeito e tento fazer com que essa pressão vá baixando pouco a pouco", afirmou o espanhol de 20 anos, que destaca a pressão nesse começo de carreira como um dos obstáculos mais complicados de se lidar.

"Trabalho com um psicólogo tentando me ajudar a diminuir a pressão, é mais difícil jogar tênis sob pressão. O que faço é tentar me concentrar em cada ponto que jogo, no momento foco mais no desempenho na partida do que no resultado final", comentou Davidovich, que tenta aproveitar a experiência dos compatriotas mais velhos nos torneios que disputa durante a temporada.

"Verdasco, Feli, Carreño, Bautista, entre outros, ainda estão em grande forma e me ajudam a ver como funcionam as coisas no circuito, ainda mais agora que terei minha primeira temporada jogando mais os ATPs. Isso me deixa um pouco mais cômodo, eles tentam me ajudar a ver como as coisas funcionam. Explicam que não é como os challengers, que você precisa ter mais paciência e as coisas não se decidem em três bolas", observou.

Perguntado sobre o contato com Rafael Nadal, o mais famoso e vencedor dos espanhóis, ele revelou não ter encontrado grande abertura até o momento. "Ele é um cara bem na dele fora de quadra, quer ganhar de todo mundo e não tive muito contato", disse o tenista de Málaga.

Com apenas quatro vitórias em nível ATP até então, uma delas no Australian Open deste ano, o espanhol já projeta os desafios que terá na temporada e traça algumas metas para 2020. "Vou enfrentar jogadores que têm ranking melhor que o meu, preciso aprender a suportar a pressão e tentar conseguir pouco a pouco imprimir meu jogo", falou Davidovich.

"Quero chegar mais perto do top 50. No ano passado fiz semi no Estoril e quem sabe nesse ano consiga chegar em uma final. Nos Grand Slam, a ideia é conseguir ir para as segundas rodadas e quem sabe em uma terceira", complementou o espanhol, que se vê um pouco estagnado neste começo de ano e espera melhorar o nível neste Rio Open.

Davidovich também mostrou estar tranquilo apesar de não viver um bom momento e até brincou com suas expectativas para o torneio. "Quero pensar em um jogo de cada vez e ir o mais longe possível. O ambiente é incrível e as pessoas receptivas, espero chegar o mais longe possível para conhecer o carnaval", disse o espanhol com uma curta risada.

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