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Após cirurgias no quadril, americano busca o top 100
13/02/2020 às 09h10

Nova York (EUA) - Algoz do norte-americano Jack Sock na primeira rodada do ATP 250 de Nova York, o compatriota Marcos Giron acabou sendo eliminado na partida seguinte, caindo nesta quarta-feira diante do francês Ugo Humbert, com parciais de 6/1 e 6/0, depois de apenas 50 minutos. Apesar da derrota, o tenista de 26 anos não se desanima e tenta chegar ao top 100 pela primeira vez.

Vindo do tênis universitário, Giron tem uma história de superação.Em 2014 ele ganhou o campeonato de simples da NCAA, mas a dor constante no quadril tornou ainda mais difícil a busca por seu lugar entre os profissionais. E essa dor foi só aumentando, o que o levou à cirurgia do quadril direito em dezembro de 2015 e à cirurgia do quadril esquerdo em fevereiro de 2016.

Pouco a pouco o norte-americano foi escalando o ranking e em novembro do ano passado chegou bem perto de entrar no top 100, parando no 102º lugar. Contudo, a temporada passada teve seus momentos altos, como os dois primeiros títulos de challenger e duas vitórias sobre top 50 no Masters 1000 de Indian Wells, batendo Jeremy Chardy e Alex de Minaur.

“Quanto mais o tempo passa, mais resultados ele tem, é uma ótima história. Certamente você aprecia as coisas um pouco mais depois que passa por cirurgias assim”, disse Evan Lee, treinador do norte-americano, para o site da ATP. Lee se lembra de quando Giron tinha 10 anos e enfrentava adversários de 14 no juvenil da Califórnia.

“Acho que essa é provavelmente uma das melhores coisas sobre ele, sempre se desafiando a ser melhor e manter um alto padrão”, comentou o treinador, que viu o pupilo retornar ao circuito em 2016 como número 632, percorrendo um longo caminho desde então.

Giron destaca que foi difícil recobrar a confiança na volta. “Você perde algumas partidas que estavam ganhas e a confiança começa a afundar. Mas no ano passado venci muitas partidas e no ano anterior, embora não tenha sido tão bom, consegui já alguns resultados animadores”, afirmou o atual 113 do mundo.

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Suzana Silva