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Medvedev: 'Não duvido de domínio do Big 3 em 2020'
12/02/2020 às 11h24

Roterdã (Holanda) - Um dos mais cotados para tentar quebrar a hegemonia do suíço Roger Federer, do espanhol Rafael Nadal e do sérvio Novak Djokovic nos Grand Slam, o russo Daniil Medvedev bateu na trave no último US Open, ficando com o vice-campeonato após conquistar resultados incríveis nos preparatórios para o torneio.

Principal favorito ao título do ATP 500 de Roterdã, ele estreia na competição nesta quarta-feira contra o canadense Vasek Pospisil. Antes de iniciar sua participação no evento, Medvedev falou com os espanhóis do Marca e comentou as possibilidades de um novo nome conseguir entrar na lista de campeões de Slam.

“É difícil responder se alguém da 'next gen' vencerá uma Grand Slam neste ano, não gosto de prever o futuro, mas isso é possível. Contudo, Nadal, Federer e Djokovic tiveram muitos sucessos e eu não ficaria surpreso se eles levassem tudo em 2020”, afirmou o russo, que vê o canhoto de Mallorca como o mais cotado a terminar a carreira com o recorde nos quatro principais torneios do circuito.

Questionado sobre quem ele vê com chances de vencer um Slam além do Big 3, o atual número 5 do mundo disse ver a briga bem aberta entre os demais. “Para mim, qualquer top 10 tem essa condição. E até vejo a possibilidade de um top 20 poder vencer um Slam, mesmo que comece com uma chave teoricamente mais difícil”.

Medvedev tentou também explicar o porquê do domínio de Federer, Nadal e Djokovic. “O que torna tão difícil vencê-los é a capacidade que eles têm, são ótimos tenistas e sabem o que fazer a cada momento. A qualidade de cada bola que eles mandam é incrível e sempre vem algo muito difícil. Quando você joga contra eles, não pode esperar um ponto fácil”, avaliou o russo.

“Tento dar o meu melhor em cada partida e acredito que esteja preparado para vencer sete jogos seguidos”, complementou o tenista de 24 anos, que lamentou a punição imposta pelo Wada aos atletas de seu país, impedidos de competir nos Jogos de Tóquio sob a bandeira da Rússia.

“Estou triste com o fato de eu ser tenista, ser testado quase toda semana e não poder jogar sob a bandeira de meu país. Entendo que não foi uma decisão simples, mas gostaria de jogar no Japão sob minha bandeira. Ainda faltam alguns meses e veremos o que acontece quando chegarmos em julho”, encerrou Medvedev.

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