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Após susto, Djoko despacha Federer e tenta 8º título
30/01/2020 às 08h05

Djokovic venceu todas as finais de Australian Open que disputou e está sem perder para Federer em Grand Slam desde 2012

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - O capítulo de número 50 da rivalidade entre Novak Djokovic e Roger Federer seguiu o roteiro que tem sido comum nos últimos anos, especialmente nos Grand Slam. Djokovic voltou a prevalecer e garantiu seu lugar na final do Australian Open. Mesmo depois de um começo de partida preocupante, o sérvio sequer perdeu sets e derrotou o suíço por 7/6 (7-1), 6/4 e 6/3 em 2h18 de partida.

Djokovic amplia sua liderança no histórico de confrontos contra Federer, agora com 27 vitórias contra 23 do rival, vencendo seis dos últimos sete jogos. O sérvio também venceu o suíço pela quinta vez seguida em Grand Slam, tendo 11 a 6 nos confrontos válidos pelos maiores torneios do mundo. Federer não vence Djokovic em Slam desde 2012, na semifinal de Wimbledon.

Sete vezes campeão do Australian Open e dono de 16 títulos de Grand Slam, Djokovic nunca perdeu uma final em Melbourne. O sérvio agora espera pelo vencedor da partida entre o austríaco Dominc Thiem e o alemão Alexander Zverev, que se enfrentam nesta sexta-feira. Seu histórico é positivo em ambos os casos, com 6 a 4 contra o austríaco e 3 a 2 diante do alemão.

Aos 32 anos, Djokovic disputará sua 26ª final de Grand Slam. Ele fica mais próximo das marcas de Roger Federer, com 32, e de Rafael Nadal, que tem 28. Ainda mais importante é a oportunidade que o sérvio terá de diminuir a diferença para os rivais em número de títulos em competições deste porte. Federer é o recordista com 20 contra 19 de Nadal.

Djokovic também tem a oportunidade de voltar ao topo do ranking mundial. Basta que ele vença a final do próximo domingo. O sérvio tem essa oportunidade graças à eliminação do atual número 1, Rafael Nadal, nas quartas. A diferença entre eles no ranking antes do torneio era de 515 pontos, mas enquanto Djokovic tem a chance de manter os 2 mil pontos do título do ano passado, Nadal defendeu apenas 360 pontos de 1.200 possíveis, já que foi vice no ano passado.

Federer, de 38 anos, completa dois anos desde seu último título de Grand Slam. Ele foi campeão do Australian Open de 2018, vencendo Marin Cilic na decisão. O suíço esteve muito perto da 21ª conquista, mas perdeu dois match points na final de Wimbledon do ano passado e permitiu a virada ao próprio Djokovic. Ele deverá manter a terceira posição do ranking, a menos que Dominic Thiem seja campeão em Melbourne.

Sérvio teve um começo de partida preocupante, mas depois dominou
Embora tenha criado dois break points logo no primeiro game da partida, que durou cerca de seis minutos, o começo de jogo de Djokovic em nada lembrou as rodadas anteriores do torneio, quando o sérvio teve ótimo desempenho em seus games de serviço. O número 2 do mundo sofreu duas quebras de saque consecutivas e se viu perdendo por 4/1, além de enfrentar um 0-40 no sexto game da partida que poderia ser crucial para a definição do set. O sérvio salvou os break points e ganhou confiança.

Federer chegou a liderar o set inicial por 5/2, mas foi quebrado de zero quando sacava para fechar. Ainda sem reação para o jogo de devoluções agressivas do sérvio, o suíço quase foi quebrado de novo no 11º game da parcial, mas conseguiu manter o game de serviço. Ainda assim, Djokovic fez valer seu momento na partida e foi amplamente superior durante o tiebreak.

No intervalo entre os dois primeiros sets, os dois jogadores precisaram de atendimento médico. O suíço foi para o vestiário tratar de algo na região lombar, enquanto o sérvio apenas tomou um comprimido para dor. Lembrando que Federer também havia sofrido com dores na região da virilha durante o jogo contra o norte-americano Tennys Sandgren pelas quartas de final.

O desempenho de Djokovic no saque durante o segundo set foi muito melhor e mais próximo daquilo que ele vinha mostrando no torneio. O sérvio não enfrentou break points e cedeu apenas quatro pontos em seus games de serviço. Depois de pressionar Federer desde o início, ele conseguiu a quebra já no último game da parcial, respondendo de forma brilhante à tentativa de Federer dar uma deixadinha.

O domínio de Djokovic na partida continuou no terceiro set, em que o sérvio novamente não enfrentou break points. A quebra aconteceria no sexto game da parcial e foi decisiva para a consolidação da vitória. Federer liderou a estatística de aces por 15 a 11 e também a de winners por 46 a 31, mas o suíço cometeu 35 erros não-forçados contra apenas 18 do sérvio.

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