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Thiem passa Federer em minutos em quadra
29/01/2020 às 21h40
André Casado, Especial para TenisBrasil

A vitória sobre Rafael Nadal em quatro longos sets colocou Dominic Thiem na liderança da estatística de tempo em quadra entre os semifinalistas do Australian Open 2020. A partida desta quarta-feira teve 4h10 de duração e foi a terceira mais longa do torneio até aqui. Com isso, o austríaco de 26 anos chegou a 853 minutos em ação (média de 2h50 por jogo) e superou Roger Federer, o único a ter disputado cinco sets duas vezes.

Apesar do estilo agressivo da linha de base, o número 5 do mundo se desgastou bastante. A exceção foram as oitavas de final, quando Thiem disse ter tido o seu melhor desempenho em um Slam ao bater o francês Gael Monfils em sets diretos, com parciais de 6/2, 6/4 e 6/4 em apenas 1h30.

“Me sinto bem, cheio de adrenalina, vamos ver como meu corpo vai estar amanhã”, disse o austríaco logo após superar Nadal pela quinta vez na carreira.

A situação que mais preocupa, no entanto, é a de Federer. Aos 38 anos, o suíço penou com o calor de 30 graus na sessão diurna em Melbourne para evitar sete match-poins e virar sobre o norte-americano Tennys Sandgren, com placar de 6/3, 2/6, 2/6, 7/6 e 6/3. Antes, já havia encarado uma batalha de 4h03 contra o australiano John Millman pela terceira rodada.

"Acordei, ainda fiquei na cama e falei para o meu corpo: 'Quando vamos levantar? Agora? Um, dois, três... foi!'", brincou Federer, com média de 2h32 por jogo, que revelou não fazer nada especial.

"Já tentei o 'patch' (adesivo), não gostei e nunca fiz de novo. Gosto de dormir bem, fazer massagem e alongamento e tem dado certo. Sempre imagino o que os outros sentem para me comparar. Fatiga é uma coisa, ir dormir e levantar com dores é o que não pode. Considerando a minha idade e o nível de dificuldade desses jogos, é bom saber que o trabalho feito na minha rotina ainda dá certo".

O suíço sentiu uma pequena lesão na coxa durante a batalha contra Sandgren, teve que pedir atendimento e tem feito tratamento para estar em boas condições para a semifinal contra o sérvio Novak Djokovic, marcada para às 5h30 desta quinta (horário de Brasília).

Já o heptacampeão do Australian Open, de 32 anos, foi quem menos passou tempo em quadra (571 minutos, o equivalente a 1h54 por jogo) e desperdiçou somente um set - na primeira rodada, contra o alemão Jan-Lennard Struff. Logo em seguida na estatística está o estreante em semifinais, Alexander Zverev (594 minutos), que perdeu seu único set em Melbourne justamente nas quartas de final.

Derrotado por Zverev, o suíço Stan Wawrinka foi quem reclamou do desgaste no início de temporada. O campeão do Australian Open de 2014 é o segundo mais velho nas quartas de final (faz 35 anos em março) e só teve vida fácil quando John Isner abandonou por lesão no segundo set, na terceira rodada.

"Foi no meio do segundo set que comecei a sentir que não estava fisicamente bem e não tinha mais energia. Apesar de tudo, estava jogando bem, mas minhas pernas já não aguentavam. Zverev estava melhorando na quadra com o passar dos games", analisou Wawrinka.

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