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WTA vai testar o 'coaching' da arquibancada
27/01/2020 às 23h58

Mouratoglou flagrado dando sinal a Serena na final de 2018 do US Open.

Foto: Arquivo

Melbourne (Austrália) - A WTA vai testar a permissão de os técnicos orientarem suas jogadores das arquibancadas, em torneios que não são do Grand Slam, pelo resto desta temporada. A entidade que comanda o tênis feminino profissional informou nesta segunda-feira que a mudança equivale a permitir que os treinadores façam sinais manuais e dêem simples instruções, como acontece atualmente, mesmo sendo contra as regras, mas raramente penalizadas.

"A premissa em torno deste julgamento é que sentimos que a orientação já está ocorrendo", disse a porta-voz da WTA, Amy Binder, "e, como é difícil de regulamentar, isso permite consistência nas regras em todas as partidas". Ela disse que a nova política sobre coaching começará na semana de 17 de fevereiro e será usada em todos os torneios WTA Premier e International. Os treinadores agora podem dizer "poucas palavras quando o jogador estiver do mesmo lado da quadra", disse Binder.

O que a WTA não quer é mais ‘coaching’ nas arquibancadas do que vem sendo feito agora. A orientação do técnico em quadra, durante os intervalos, continuará, com o treinador descendo à linha lateral para conversar com sua jogadora.

Os torneios de Grand Slam não permitem ao técnico dar orientação durante partidas, tanto na chave masculina quanto na feminina, e o ATP não permite treinamento em nenhum de seus eventos.

A questão veio à tona no Aberto dos EUA de 2018, quando o técnico de Serena Williams, Patrick Mouratoglou, reconheceu que tentou enviar um sinal para ela durante a final contra Naomi Osaka, que acabou levando o título.

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Suzana Silva