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Osaka tem 'choque de realidade', Gauff celebra
24/01/2020 às 12h45

Gauff conseguiu revanche contra Osaka depois da derrota sofrida no US Open

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Apenas quatro meses depois de duelarem no US Open, Naomi Osaka e Coco Gauff voltaram a se enfrentar nesta sexa-feira pela terceira rodada do Australian Open. E diferente do que aconteceu em Nova York, onde a japonesa venceu com tranquilidade, a jovem norte-americana de apenas 15 anos deu o troco contra a número 4 do mundo e eliminou a atual campeã do torneio.

"Eu aprendi muito com o US Open. Não apenas daquele jogo contra a Naomi, mas com todo o torneio. ", disse Gauff depois de vencer Osaka por 6/3 e 6/4. "Eu não estava tão preparada para aguentar o ritmo dela [Osaka] e trabalhei nisso durante a pré-temporada".

"Naomi é grande uma jogadora e uma ótima pessoa. Ganhando ou perdendo, acho que eu ficaria satisfeita com a partida de hoje, porque quando você joga contra uma pessoa assim, não pode ficar desapontada depois de um derrota, porque ela é muito legal comigo", acrescentou a atual 67ª do ranking, que marcou sua segunda vitória contra top 10.

"No ano passado, acho que estava no limite. Tive jogos de três sets nas duas primeiras rodadas e precisei lidar com toda a mídia. Sinto que agora eu estou me divertindo. Vencer é uma cereja no topo, mas honestamente me divirto muito na quadra, mesmo nessas situações difíceis", complementou a norte-americana, que agora enfrenta a compatriota Sofia Kenin em busca de um lugar nas quartas de final.

Já Osaka, de 22 anos, amargou uma eliminação precoce em Melbourne. "Você não quer perder para uma menina de 15 anos. Mas acho que isso é, para mim, um choque da realidade. Realmente não importa a idade da adversária. É claro que ela merece estar aqui, porque venceu suas partidas. Eu só tenho que trabalhar mais"

"Foi um daqueles dias em que eu não conseguia fazer nada direito", explica a ex-número 1 do mundo. "Com meu backhand, que é o meu lado mais consistente, todas as bolas estavam andando demais. Mesmo que eu estivesse dizendo a mim mesma que sabia o que fazer para entrar, simplesmente não estava entrando", explicou a japonesa, que cometeu 30 erros não-forçados contra apenas 17 da norte-americana.

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