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Nadal minimiza briga pelo recorde de Grand Slam
24/12/2019 às 10h40

Madri (Espanha) - Mais uma vez o espanhol Rafael Nadal foi questionado sobre a possibilidade de alcançar ou até ultrapassar o atual recorde de títulos de Grand Slam, que atualmente pertence ao suíço Roger Federer, com suas 20 conquistas. Em entrevista ao Marca, o atual número 1 do mundo preferiu minimizar essa disputa, afirmando que o mais importante para ele é ter colocado seu nome na história.

“Entendo que vocês jornalistas precisem escrever sobre isso. Para mim, já é uma satisfação fazer parte da história do nosso esporte. Estar na situação em que estou hoje com 33 anos é uma conquista incrível. Temos números inimagináveis e as pessoas podem dizer quem é o melhor ou quem não é. Para mim, estar nesse grupo é uma grande honra”, afirmou o canhoto de Mallorca.

Outro assunto envolvendo o suíço foi o retorno de Rafa e Roger ao Conselho de Jogadores da ATP, que foi explicado pelo espanhol. Ocorreram coisas que não passaram uma imagem conveniente do nosso esporte e sim uma imagem de conflito. O presidente iria sair e estávamos o dia todo na imprensa conversando sobre situações que não eram puramente sobre os torneios”, contou Nadal.

“Conversei com Roger e achamos certo que, se estivéssemos lá novamente, com a nossa experiência, poderíamos dar uma opinião válida sobre como as coisas poderiam melhorar. Fico feliz em trabalhar com o Conselho de Jogadores e espero ajudar a tornar o circuito um sucesso”, complementou o espanhol.

Maior campeão da história de Roland Garros, ele esbanjou humildade ao ser colocado como imbatível no saibro francês. “Não há ninguém neste mundo que seja imbatível. O fator humano é ser imperfeito e imbatível é a perfeição. Todo mundo é derrotável e eu também porque me considero normal, apesar de ter feito coisas especiais naquelas quadras de tênis”.

O líder do ranking ainda falou sobre a mentalidade com a qual encara a vida e o circuito. “Você sempre pode fazer um pouco mais. Não quero ter aquele sentimento de insatisfação pessoal por não ter lutado até o fim”, disse Nadal, que brincou ao ser questionado sobre sua obsessão pelo alinhamento milimétrico das garrafinhas de água durante os jogos.

“Eu acho que ele teria vencido igualmente, mas eu não teria sido tão concentrado”, falou o espanhol, que terminou agradecendo os fãs. “Tive muita sorte pelo amor e apoio que recebo de tantas pessoas. Às vezes isso é mais importante do que ganhar. Aquela sensação de sair de uma quadra cercada de fãs que querem vê-lo e que me apoiam em qualquer lugar do mundo, é um sentimento difícil de explicar, mas me dá uma grande satisfação pessoal”, finalizou.

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Suzana Silva