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Federer fala em aposentadoria e sobre calendário
23/12/2019 às 10h20

Zurique (Suíça) - Embora ainda não saiba quando irá parar, o suíço Roger Federer não esconde que os pensamentos sobre o final da carreira são uma coisa que já estão em sua cabeça e que prefere não fugir deles. Em entrevista ao Tages-Anzeiger, o atual número 3 do mundo falou sobre essa sua reta final no circuito e também contou seu possível calendário para 2020.

“Não quero afastar esses pensamentos de mim, eles fazem parte, são reais e também podem ser uma motivação em pensar no que eu posso fazer de diferente para continuar no circuito por mais tempo. Sinto gratidão por tudo que pude experimentar. É importante lidar com seus medos. Como tenista, você precisa conhecer seus pontos fortes e fracos”, afirmou Federer.

“Se você é ignorante e pensa que não tem fraquezas, que é o melhor, não é uma coisa boa. É importante ter uma autoconfiança saudável, mas também é preciso ser capaz de se avaliar bem, não apenas como jogador, mas também como pessoa. As fraquezas fazem parte disso”, complementou o destro da Basileia.

Questionado se o contrato que tem com o evento de exibição em Hangzhou, na China, até 2023 quer dizer que ele estará no circuito até esta data, Federer foi direto. “Logicamente não. Só sei que até então ainda poderei jogar tênis em um nível para fazer as pessoas felizes, mas não dá para garantir que ainda estarei no circuito”, observou o atual número 3 do mundo.

O suíço também contou sua programação para o próximo ano. “A priori, meu calendário para 2020 será: Australian Open, partida contra Rafa em Kapstadt (África do Sul), Dubai, Indian Wells, Bogotá (exibição), Miami, Roland Garros, Halle, Wimbledon, Jogos Olímpicos de Tóquio, Cincinnati, US Open, Laver Cup, Xangai, Basileia e ATP Finals, caso eu consiga me classificar”.

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