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Djoko vê nova geração cada vez mais perto dos Slam
19/12/2019 às 16h16

Abu Dhabi (Emirados Árabes) - Um dos tenistas mais dominantes dos últimos tempos, eleito pela ATP como o melhor da última década, o sérvio Novak Djokovic acredita que o domínio do Big 3 está com os dias contados. Para o atual número 2 do mundo, a nova geração está cada vez encurtando mais a diferença e que em breve eles estarão vencendo títulos de Grand Slam.

“Acho que é um ciclo lógico e natural. Roger, Rafa e eu já dizíamos que isso aconteceria em algum momento, que seríamos substituídos nos três primeiros lugares e os novos caras começariam a vencer o Slams. Estamos tentando adiar esse tipo de mudança no tênis masculino, mas é inevitável que ela aconteça e a cada ano eles se aproximam cada vez mais”, falou o sérvio.

“Dominic Thiem jogou duas finais de Roland Garros consecutivas, (Stefanos) Tsitsipas venceu o ATP Finals deste ano e Alexander Zverev foi o campeão no ano anterior. Eles definitivamente estão por aí desafiando os melhores jogadores do mundo, querem ser os melhores do mundo e eventualmente serão”, acrescentou Djokvic, que está em Abu Dhabi para a disputa do Mubadala World Tennis Championship.

Nesta quinta-feira, o sérvio conheceu seu primeiro adversário na 13ª edição do torneio de exibição. Entrando direto nas semifinais, ele terá pela frente um duelo de gerações com o grego Stefanos Tsitsipas, que manteve o embalo do fim da última temporada e bateu sem grande dificuldade o russo Andrey Rublev em sets diretos.

Além de comentar sobre a troca de guarda no circuito, Djokovic também falou sobre o documentário que conta a história de Andy Murray e sua luta para voltar ao circuito. “Assisti faz uns quatro ou cinco dias, foi uma coisa difícil de ver, ainda mais para quem não é apenas tenista, mas que o conhece há muito tempo”, declarou o sérvio.

“Vi todas as dificuldades que ele superou nos últimos anos, com a questão mental, física e até psicológica. Ele é um guerreiro, mostrou a tenacidade de quem não desiste nunca, superando todo o processo de recuperação para se curar e poder jogar novamente. Foi uma história realmente impressionante e inspiradora”, acrescentou o atual vice-líder do ranking.

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Suzana Silva