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'Vivemos a era do diamante no tênis', diz Silberberg
18/12/2019 às 09h14

Silberberg em uma das edições de Roland Garros.

Foto: Divulgação

São Paulo (SP) - O mundo do tênis já viveu grandes eras com diversos jogadores extremamente talentosos. Os confrontos históricos entre Rod Laver x Ken Rosewall, Bjorn Borg x John McEnroe, Jimmy Connors x Ivan Lendl e Pete Sampras x Andre Agassi marcaram o esporte em diferentes décadas e pisos. Mas, apesar de todos esses grandes nomes, o momento atual é considerado a era do diamante do tênis por Fabio Silberberg, ex-profissional e hoje empresário bem sucedido, que concedeu entrevista ao Sites de Apostas.

“Eu diria que nós estamos vivendo mais que uma era de ouro e sim de diamante no tênis. Estou convicto que este é o mais importante momento da história do tênis até hoje. Não sei o que virá no futuro, mas hoje a gente tem esse Top 3 (Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic) que é o carro-chefe do tênis por quase 15 anos, todos eles com mais de 15 títulos de Grand Slam”, afirma Silberberg, CEO da Faberg Tour Experience.

Confira os principais trechos da entrevista:

Além dos números, o que mais esses grandes tenistas trouxeram para o esporte?
Sua longevidade impressiona e além disso, depois deles, o esporte é outro. Os complexos esportivos se modernizaram para receber mais pessoas por causa de Nadal, Federer e Djokovic e com isso os ingressos se tornaram muito mais caros. A relevância da venda de mercadorias por esses jogadores também é monstruosa. Só o Federer tem dez patrocinadores. Dentro de um esporte individual, você vê a relevância e a força que o esporte tem na televisão. Você liga os canais a cabo, toda semana assiste ao tênis. Não é pouco pensar que eles tiveram muita culpa nisso. Eles mudaram a forma de se comunicar com o público e tudo mais. Temos uma sorte muito grande de poder viver nessa época e ver esses fenômenos.

Qual conselho você daria para os jovens tenistas entrarem nesse mundo?
Acho que o grande conselho que posso dar é ele ter foco, disciplina e principalmente paixão. E, completando, focar na evolução dele como jogador. O que eu vejo aqui no Brasil são os tenistas preocupados com o ranking, mas a gente está muito longe do que de fato está acontecendo no mundo. Então você ser número um do Brasil é muito importante, mas isso não garante uma carreira profissional de sucesso.

Quais investimentos faltam para o tênis brasileiro voltar ao topo das tabelas?
Eu acho que falta uma estrutura consolidada mais integrada. Hoje já temos alguns polos, mas estão muito espalhados e sem padrão ou referência. Além disso, as federações e a confederação ainda não oferecem tantos benefícios como as de outros países. O número de filiados também é pequeno, comparado a federações importantes como a da França, por exemplo. Então, acho que esta é uma pergunta difícil porque existem muitos fatores e eles todos precisam ser trabalhados em comunhão para vermos mais brasileiros nas posições mais altas dos rankings.

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