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Paineiras sedia o Finals do Favela Open
17/12/2019 às 18h01
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São Paulo (SP) - O Finals do Circuito Favela Open 2019 acontecerá no Club Paineiras do Morumby nesta quarta-feira. O evento prestará homenagem à Família Oncins, personalidades e funcionários do clube. As competições serão divididas por sexo e idade. O principal objetivo do projeto é a procura de novos talentos, considerando que grandes nomes de diferentes esportes nacionais foram descobertos em favelas como a primeira medalhista olímpica de ouro, a judoca Rafaela Silva, nas Olimpíadas do Rio de janeiro (2016), e o atual tenista n° 1 do Brasil, Rogério Dultra Silva, e incentivar crianças e jovens carentes ao esporte, afastando-as do crime, das drogas e da violência.

O evento reunirá os 16 campeões das principais favelas do Brasil, no masculino e feminino. Os campeões receberão como prêmio a oportunidade de serem pegadores do maior torneio profissional de tênis da América Latina, o Rio Open. No decorrer dessas duas décadas e meia, o Favela Open contribuiu para que crianças e jovens encontrassem nas aulas de tênis força para se desligarem de problemas sociais e esperança para acreditarem que é possível, através do esporte, buscar melhorias para sua vida. O projeto já revelou nomes como de Walter Paiva, treinador em Los Angeles (EUA), e Leandro Oliveira Cruz, campeão do Favela Open 2002, que se tornou professor de uma das mais renomadas academias de tênis da capital paulista.

O projeto O Favela Open nasceu pelas mãos de Jorge Nascimento, professor e técnico oriundo de favelas paulistas, que morou de 1986 a 1992 na Europa e lá teve a ideia de implantar no Brasil um projeto social parecido com o que é realizado pela Federação Catalã de Tênis. O Finals do Favela Open, que será realizado de 26 a 28 deste mês, prestará homenagens no Club Harmonia aos principais empresários e técnicos de tênis do país: Romeu Trussard, Romeu Trussard Filho, Luiz Lara, Wilton Batata, Zildo e Airton Cunha.

O Favela Open tem acontecido desde 1992 em 40 favelas da Grande São Paulo. Os jogos acontecem em quadras improvisadas em pisos de terra e vielas. As aulas funcionam como clínicas de tênis para crianças e jovens carentes. Nos últimos 27 anos, já passaram pelo Favela Open mais de 150 mil participantes. Desde 1996, o projeto conta com participações de índios de aldeias próximas à cidade de São Paulo.

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